Cartaz da AIMO 2018
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Brasil conquista mais de 100 medalhas na Olimpíada Internacional de Matemática da Ásia

Após passar vergonha internacional pelo roubo da Medalha Fields, conquistada pelo iraniano Caucher Birkar no Congresso Internacional de Matemáticos, no Rio, o Brasil recebe uma notícia com orgulho: 112 estudantes brasileiros receberam medalhas na Olimpíada Internacional de Matemática da Ásia (AIMO), disputada em Bangcoc, na Tailândia, de 2 a 7 de agosto.

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Foram três medalhas de ouro (todas de escolas públicas), 23 de prata e 86 medalhas de bronze. Ao todo, participaram da competição 225 estudantes – 138 de escolas públicas e 87 de colégios particulares, que cursam desde o Fundamental 1 ao Ensino Médio. Eles representaram 36 escolas – 25 públicas e 11 privadas, de 12 Estados.

Realizada desde 2012, a AIMO contou este ano com a participação de mais de 2 mil estudantes de 13 países.

Na opinião de Ozimar Pereira, diretor da Rede do Programa de Olimpíadas do Conhecimento (Rede POC), instituição de intercâmbio científico juvenil que organizada a AIMO com exclusividade no Brasil, o resultado foi “surpreendente” por dois aspectos: o fato de metade da delegação brasileira ter sido premiada e o grande interesse das escolas (em 2017, primeiro ano que o Brasil participou da competição asiática, apenas 15 alunos disputaram).

“O crescimento na participação das escolas demonstra a valorização que elas dão, cada vez mais, para este tipo de oportunidade”, diz. Na opinião dele, as escolas começam a sentir a necessidade de participar de avaliações e competições internacionais. “É uma oportunidade de comparar o conhecimento dos seus alunos com alunos de outras partes do mundo”, afirma.

Ozimar conta que nas conversas que manteve com secretários de educação dos municípios, dos estados, diretores de escolas, professores e alunos, ficou muito clara a importância deste tipo de evento como forma de melhorar a qualidade da educação no Brasil. “Estas experiências internacionais, além de despertar o interesse pela Matemática, abrem um horizonte para o conhecimento. Ao se envolverem em eventos como este, os estudantes e as redes públicas e privadas demonstram a importância da qualidade da educação”, destaca.

O diretor da Rede POC relata ainda uma reflexão muito ouvida na delegação brasileira que prova o potencial do intercâmbio científico: “o mais importante não são os que estão aqui na Tailândia, mas os que ficaram e querem vir”.

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