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Brasil corre risco de não atingir metas da educação da ONU

“É elevada a quantidade de alunos que saem da escola sem ter aprendido sequer o básico”, diz relatório de monitoramento Educação Para Todos, da Unesco

Apesar dos esforços dos últimos anos, o Brasil ainda precisa fazer muito pela educação para atingir as metas traçadas pela ONU para 2015. O alerta é de Nicholas Burnet, diretor responsável pelo relatório de monitoramento Educação Para Todos (EPT), da Unesco, lançado no último dia 29.

“O Brasil fez um esforço importante, mas é preciso fazer muito mais. O país está na lista daqueles que correm o risco de descumprir as metas de igualdade de acesso para meninos e meninas e a meta de eliminar em 50% a taxa de analfabetismo adulto, disse ele, informa Marília Martins do blog Nova York, hospedado em O Globo on line.

“Há um problema muito grave no que se refere à qualidade do ensino no Brasil. É elevada a quantidade de alunos que saem da escola sem ter aprendido sequer o básico. Na América Latina, o Brasil ainda abriga 20% do número de crianças que estão fora da escola. Este relatório é uma advertência de que é preciso fazer mais na área de educação”. O

relatório monitora seis objetivos do EPT: expandir e melhorar a educação na primeira infância; fornecer educação primária universal gratuita e obrigatória até 2015; equidade de acesso a programas educacionais; melhorar em 50% a taxa de alfabetização de adultos; eliminar disparidades de gênero em todos os níveis até 2015 e melhorar a qualidade da educação.

O Índice de Desenvolvimento do Educação para Todos (EDI), calculado para 129 países, mostra que 25 estão longe de atingir o EPT. Aproximadamente dois terços desses países estão na África. Outros 53 países, entre eles o Brasil, estão em posição intermediária. Nesse grupo, as taxas de participação na educação primária são altas, mas a baixa qualidade e alta taxa de analfabetos entre os adultos fazem com que o valor do EDI caía. Este é o caso do Brasil, escreve Marília.

 

Analfabetos

 

A questão mais grave para o Brasil, segundo o relatório, é o analfabetismo de jovens e adultos. No mundo, 774 milhões são considerados analfabetos. Mais de três quartos desses adultos vivem em apenas 15 países, e o Brasil está entre eles. Segundo o IBGE, a taxa de analfabetismo no Brasil em 2005 era de 10,9%, ou pouco mais de 13 milhões.

Entre 1999 e 2005, mais 17 países atingiram a paridade de gênero na educação primária, com um número igual de meninos e meninas freqüentando a escola. As projeções dos técnicos da Unesco indicam que o Brasil não atingirá esta paridade até 2015.

O Brasil também enfrenta dificuldades no quesito qualidade, já que 40% dos alunos não atingem um padrão de educação mínimo em matemática e português.

Política e ajuda

Segundo a Unesco, maior vontade política no plano nacional e a ajuda internacional são elementos essenciais para que os países consolidem estruturas educacionais qualificadas até 2015, diz reportagem da Agência Brasil, assinadas por Paula Laboissière e Marco Antônio Soalheiro.

O documento diz que “as políticas de educação devem priorizar a integração, a alfabetização, a qualidade, o desenvolvimento de capacidades e os financiamentos.” Segundo a Unesco, aos governos nacionais caberia aumentar o número de salas e de professores nas escolas, ajudar financeiramente crianças de famílias mais pobres, organizar modelos flexíveis de ensino, mais adequados aos jovens que trabalham, e dar máxima prioridade à alfabetização de adultos.

Como meios para atingir os objetivos, o relatório sugere “fomentar as associações construtivas entre o estado e o setor não governamental” e o fortalecimento da capacidade de gestão em todos os níveis da administração estatal.

A maioria dos países que atingiram o EPT, ou que estão perto disso estão localizados na América do Norte e Europa. A Noruega se encontra no topo do Índice de Desenvolvimento do Educação para Todos.

Leia o relatório

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