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Brasil fica fora da Olimpíada Internacional de Biologia

“Cultiva-se cada vez mais a política do “pão-e-circo” ou seria “pan-e-circo”? perguda o coordenador Rubens Akeshi Macedo Oda

A participação brasileira na Olimpíada Internacional de Biologia foi cancelada em 2007 por falta de verba. Em mensagem recebida pela CGC e que circula na internet, o coordenador da Olimpíada Brasileira de Biologia, Rubens Akeshi Macedo Oda, diz que o Ministério da Ciência e Tecnologia, apesar de ter apoiado as duas primeiras edições, negou ajuda em 2007 “com a justificativa de que apenas a Olimpíada de Matemática era considerada prioritária”.

Na carta, ele acusa os representantes do ministério de “total descaso com a olimpíada”. Segundo ele, o professor “em três anos o número de inscritos passou de 5.000 a 25.000 alunos de ensino médio”.

Há três anos a OBB é organizada pela Associação Nacional de Biossegurança (ANBio) em parceria com a UFRJ e tem mostrado grande sucesso. E, que realizaram em todos os estados duas provas classificatórias contendo todo o conteúdo programático de Biologia.

Na carta, ele diz que os 20 primeiros colocados na olimpíada nacional foram convidados a participar de uma semana de treinamento na UFRJ, com as despesas pagas por patrocinadores privados e pelo MEC. Os quatro primeiros alunos (todos cearenses) foram selecionados a participar da 18ª Olimpíada Internacional de Biologia (Saskatoon – Canadá), entre os dias 15 e 22 de julho.

“Nosso martírio começou a partir daí. Após inúmeros contatos com o MEC, somente na tarde do dia 13 (sexta-feira) – o dia da abertura do “Pan do Brasil”, fomos informados que o custo de seis passagens ao Canadá era muito elevado não cabendo ao MEC financiá-las”, escreve. Rubens disse também que o governo negou apoio por que os quatro alunos selecionados eram de escolas privadas.

“Brasileiros são somente aqueles que estudam em escolas públicas? Sabendo que a III OBB teve mais de 70% dos alunos inscritos de escolas públicas será que o problema dos quatro primeiros serem de escolas particulares não seria da nossa rede de educação básica?”, questiona ele na carta. “Cultiva-se cada vez mais a política do “pão-e-circo” ou seria “pan-e-circo”? Indignação e vergonha são os sentimentos com que observo como a alfabetização funcional e científica no Brasil são delegadas a segundo plano”, afirma.

O professor termina a carta dizendo não desanimará e a frase “Sou brasileiro, com muito orgulho e com muito amor” deve ganhar aspecto mais amplo, e não somente ao esporte. Ele pede apoio ainda para a I Olimpíada Iberoamericana de Biologia no México. “Se algum leitor puder nos ajudar com a ida de nossa delegação favor escrever para olimpiadas@anbio.org.br, pois pelo visto com o MEC e com o MCT será difícil”.

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