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Brasil perde 890 mil estudantes

Das 179 milhões de pessoas com mais de 4 anos, cerca de 56,3 milhões são estudantes, revela a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio, do IBGE

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O número de estudantes no Brasil teve uma redução de 0,5% em 2007 na comparação com 2006, ou seja, cerca de 890 mil brasileiros deixaram a escola. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio, a Pnad, divulgada nesta quinta-feira, dia 18, pelo IBGE. Das 179 milhões de pessoas com mais de 4 anos, cerca de 56,3 milhões são estudantes.

Ao apresentar a pesquisa, o IBGE não explica o motivo da redução, mas um dado pode indicar esta queda: o ensino médio teve uma redução de 0,6% no número de alunos matriculados. Dos mais de 53 milhões de estudantes acima dos 4 anos, 7,9% estão no ensino pré-escolar, 63% cursam o ensino fundamental; 16,6% estão no ensino médio e 10,9% freqüentam o ensino superior.

Mais estudo

A pesquisa mostra que cresceu o número de anos de estudo dos brasileiros. Em 2006, a média de anos cursados entre a população com 10 anos ou mais estava em 6,3 e em 2007 passou para 6,9.

O levantamento mostra que a freqüência escolar entre as crianças de 4 e 5 anos vem crescendo (2,5 pontos percentuais desde 2005) e atinge hoje 70,1%. Já a frequência dos alunos entre 6 e 14 anos permanece estável em 97,6%. As matrículas no ensino superior continuam crescendo bastante, embora em ritmo menor. Em 2007, na comparação com 2006, o crescimento foi de 4,3%. Já na comparação de 2005 com 2006, a alta superou os 13%.

Em termos regionais, a maior freqüência à escola dos alunos entre 7 14 anos está nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste (98%); Nordeste (97,1%) e Norte (96,2%). Santa Catarina é o estado onde há mais crianças matriculadas 99% O Acre tem a menor taxa (91,3%), seguido do Pará e Alagoas, ambos com 96,2%.

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Público x privado

A pesquisa mostra que pouca coisa mudou na relação entre o ensino público e o privado. A pré-escola pública matricula 74,1% das crianças, o ensino fundamental responde por 87,9% da freqüência, e o ensino médio tem 86,2% dos alunos da escola pública.

No ensino superior, este percentual cai drasticamente: a rede particular responde por 76% dos estudantes. Entre 2006 e 2007, o contingente de estudantes de nível superior na rede particular passou de 4,4 milhões para 4,7 milhões e na rede pública, de 1,4 milhão para 1,5 milhão de alunos.

Analfabetismo cai

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De 2006 para 2007, a taxa de analfabetismo passou de 10,4% para 10,0%, que representa cerca de 14,1 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais de idade. Segundo a Pnad, em 1992, a taxa de analfabetismo era de 17,2%. A queda foi observada em todas as regiões, sendo que no Nordeste houve a maior redução: passou de 32,7%, em 1992, para 19,9% em 2007. No Norte, com 10,8% não ler nem escrever.

As menores taxas de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais foram observadas no Sudeste (5,7%) e no Sul (5,4%). Em 2007, 21,6% das pessoas de 15 anos ou mais de idade eram analfabetas funcionais, contra 22,2% em 2006. Norte e Nordeste tinham as maiores taxas: 25,0% e 33,5%, respectivamente.

A Pnad tem informações sobre sete quesitos: dados gerais da população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimento. Ela coletou dados em 147.851 domicílios de 851 municípios.

A Pnad

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