by /0 comments

Brasil planeja criar Universidade Luso-Afrobrasileira

Haverá pólos em todos os países-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Cabo Verde e Portugal

O Ministério da Educação anunciou na quarta-feira, dia 14, que vai enviar ao Congresso um projeto de lei para a criação da Universidade Federal Luso-Afrobrasileira, a ser instalada em Redenção, no Ceará. A idéia é formar estudantes africanos, brasileiros e portugueses para ajudar o desenvolvimento do continente africano.

“Ela será voltada para os países da África, sobretudo os da língua portuguesa. Da mesma maneira que nós estamos preparando um projeto político-pedagógico para a Unila [Universidade Latino-Americana], nós queremos a mesma coisa lá em Redenção”, afirmou o ministro Fernando Haddad em reportagem da Agência Brasil.

Segundo o ministro, além da necessidade de uma instituição de ensino superior na região, Redenção foi escolhida por ser o primeiro município que aboliu a escravidão. “Já estamos com um grupo de trabalho analisando a proposta em diálogo com os membros da CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa], com a Unesco e com a nossa academia para que o projeto pedagógico atenda às necessidades da África e seja digno da nossa amizade com os povos africanos”, afirmou.

De acordo com o reitor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Paulo Speller, que coordena a comissão de implantação da nova universidade, haverá pólos da universidade em todos os países-membros da CPLP: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Cabo Verde e Portugal. “Ela será financiada pelo governo brasileiro, mas já há a manifestação de organismos internacionais que querem participar, inclusive financiando”, afirmou.

Os cursos serão oferecidos em quatro áreas, definidas inicialmente a partir das necessidades africanas, tais como ciências agrárias, saúde, formação de professores e gestão. Speller disse que a comissão pensa em criar estratégias para que os estudantes retornem de fato ao seus países de origem. Metade dos alunos será de brasileiros e o restante de africanos.

A expectativa é que as atividades da Unilab comecem a partir do segundo semestre de 2009 e a universidade esteja funcionando em 2010.

александр лобановский фотопроверка позиций сайта по поисковым запросамfree spins slots