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Brasil tem 11,5% das crianças de 8 a 9 anos analfabetas

O analfabetismo é mais grave no Nordeste (23%) e entre as família que ganham 1/4 de salário mínimo per capita (49%), informa a Folha de S. Paulo

O Brasil ainda tem 11,5% das crianças de oito e nove anos analfabetas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, de 2007, publica o jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira, dia 13. Em 1982, este percentual era de 47%. Apesar do avanço, o ritmo da redução, de 2001 a 2007, foi de apenas 2,5 pontos. A reportagem de Antônio Gois destaca que a criança não alfabetizada apresenta dificuldades em todas as disciplinas, já que a capacidade de compreender textos é limitada.

O analfabetismo é mais grave no Nordeste (23%), especialmente no Maranhão (38%), Alagoas (29%) e Piauí (27%). O fator renda também aumenta muito o problema. Em famílias com mais de cinco salários mínimos per capita, praticamente todas as crianças de sete anos já se alfabetizaram. Já entre as que ganham 1/4 de salário mínimo per capita o percentual de analfabetos é de 49%.

O jornal diz que os dados da Pnad se baseiam apenas na informação de pais e revela que a Provinha Brasil, avaliação do MEC com alunos no 2º ano do ensino fundamental, constatou que mais de um terço dos estudantes estão abaixo do nível considerado adequado. Estes dados se referem apenas aos alunos das cidades do Rio, Belo Horizonte e Distrito Federal. Como a prova é feita e corrigida pelas próprias redes, a divulgação fica a critério do Estado ou Município.

A reportagem destaca que estes números indicam que estes alunos são analfabetos, mas apresentam dificuldades em ler frases curtas ou palavras mais complexas.

O professor Ruben Klein, da Fundação Cesgranrio, disse ao jornal que a repetência na primeira série do ensino fundamental é a principal explicação para o analfabetismo cair em ritmo lento. “Uma alfabetização muito simples e grosseira, longe de ser suficiente, compromete a qualidade da aprendizagem, já que eles chegam aos 14 ou 15 anos de idade com um atraso muito grande em relação à série que deveriam estar cursando”, disse.

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