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Brasília lança campanha contra violência nas escolas

Secretaria de Educação também anuncia medidas em uma escola onde um professor foi assassinado por traficantes e a diretora vem sendo ameaça de morte

“Quem bate na escola maltrata muita gente” é o tema de uma campanha iniciada nesta quinta-feira, dia 14 de agosto, para tentar combater a violência nas escolas do Distrito Federal. Também nesta quinta-feira, a Secretaria de Educação anuncia um pacote de medidas para combater a violência em uma escola onde um professor foi assassinado por traficantes em julho e a nova diretora vem sendo ameaçada de morte.

Um estudo da secretaria indica que a violência nas escolas, principalmente ligada às drogas, vem aumentando. No ano passado, o Batalhão Escolar da Polícia Militar registrou 61 ocorrências de porte ou uso de drogas. A maioria envolvia menores: 35 casos. Só no primeiro semestre deste ano, o Batalhão Escolar notificou 39 ocorrências, 26 envolvendo menores.

Promovida pelo sindicato dos professores, com apoio do Ministério Público, a campanha lançada nesta quinta-feira chama a atenção para as múltiplas formas de violência contra a escola, o professor e a comunidade e alerta para a responsabilidade de todos em resolver o problema.

A diretora do sindicado, Rosilene Corrêa, disse que a intenção é envolver toda a sociedade no debate, pois as causas da violência transcendem as escolas. “Se é verdade que precisamos de mais policiamento para garantir segurança da comunidade escolar, também é verdade que a violência está também nas escolas sem a mínima estrutura, em que o aluno não tem a menor motivação para freqüentar”, afirmou ela em reportagem no site do sindicato.

De acordo com ela, a campanha foi lançada por causa do aumento dos casos de violência, principalmente contra os professores, que têm aumentado muito nos últimos tempos. “Os professores são alvo fácil dos traficantes, alunos indisciplinados e gangues que atuam nas escolas, justamente porque estão mais expostos”, diz o sindicato. O sindicato terá o telefone 0800 6060 505 para denúncias e sugestões da população.

Já o governo do Distrito Federal anunciou um pacote de medidas para tentar reduzir a violência no Centro de Ensino Fundamental Professor Carlos Ramos Mota, antigo CEF 4, no Lago Oeste, onde diretora Márcia Brants vem recebendo ameaças de morte. A escola, inclusive, mudou de nome recentemente após o professor Carlo Mota ter sido assassinado por ex-alunos e um aluno, todos envolvidos com o tráfico de drogas.

Entre as ações anunciadas pela Secretaria de Educação, informa o jornal Correio Braziliense, estão a publicação de um manual de como lidar com a violência, cursos sobre mediação de conflitos e apoio terapêutico a alunos em situação de risco.

Um mapeamento do governo sobre a violência nas escolas identificou que não há política públicas direcionadas para a questão. Além disso, as ações existentes estão desarticuladas com as outras secretarias. O estudo revela ainda que muitas vezes a escola é vista como depósito de todas as demandas sociais, mas a falta de infra-estrutura impossibilita atender estas demandas.

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