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Briga judicial atrasa início das aulas em São Paulo

Secretaria de Educação e o sindicato dos professores não se entendem sobre prova de avaliação dos professores temporários. Impasse afeta mais de 5,5 milhões de alunos

Uma disputa jurídica entre a Secretaria de Educação de São Paulo e o sindicato dos professores (Apeoesp) vai atrasar a início das aulas na rede pública do dia 11 para o dia 16 de fevereiro, informa a imprensa paulista. A briga afeta mais de 5,5 milhões de alunos.

Na quarta-feira, dia 4, a Justiça concedeu uma liminar ao sindicato suspendendo para os seus filiados uma prova, criada pela secretaria em 2008, que seria usada como critério para a distribuição das aulas entre os professores temporários. Diante do impasse, a secretaria decidiu adiar o início das aulas. Dos 230 mil professores da rede pública estadual, cerca de 100 mil são temporários.

A secretaria informou que irá recorrer da decisão e garantiu que ela não prejudicará o cumprimento dos 200 dias letivos. A pasta informou ao jornal Folha de S. Paulo que pretende criar 75 mil cargos este ano, mas não acabará com os temporários, já que eles são importantes para substituir colegas que precisam de licença.

A prova de avaliação foi aplicada em dezembro último. Também puderam participar professores que não estavam na rede, além de alunos do ensino superior. Segundo a secretaria, 114 mil docentes de fora da rede, além dos 102 mil que já dão aulas em escolas estaduais, fizeram a prova. De acordo com o jornal Agora, 15 mil professores temporários se recusaram a fazer a avaliação.

A presidente do sindicato, Maria Isabel Noronha, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que “a prova não está correta, ainda mais para profissionais que já estão há anos na rede. A forma de contratar professor é por concurso público”. Ao jornal Agora, a presidente da Apeoesp disse que pretende levar adiante a disputa judicial. “Podemos ir até mesmo ao STJ [Superior Tribunal de Justiça], não importa quanto tempo isso leve”, afirmou.

O jornal da Cidade de Bauru entrevistou três professoras e todas disseram que a briga só prejudica eles e os alunos. “Temos medo de não conseguir cumprir a carga horária do ano e que os alunos sejam prejudicados”, afirma a professora do ensino fundamental Elaine de Pascoa Giaffri.

Na opinião da professora Maria Ester do Santos Polido, a “desorganização é uma falta de respeito tanto com os professores, quanto com os alunos. Sei que os pais vão cobrar e com toda razão, pois eles querem garantir o melhor ensino para seus filhos”.

A professora do ensino fundamental Marinalva Daltina dos Reis, que leciona na rede estadual há 23 anos, disse que tem medo de ficar sem aulas. “Estou a dois anos da aposentadoria, não posso ficar sem trabalhar. Houve erro na classificação e eu fui prejudicada. Agora, onde estão os meus direitos?”, questiona.

Leias as reportagens

O Estado de S. Paulo

Folha de S. Paulo

Agora

Jornal da Cidade de Bauru

Leia também:

A nota da Secretaria Estadual de Educação

A nota da Apeoesp

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