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Bullying atinge 28% dos estudantes

Dos 5.168 estudantes ouvidos em 2009, 17% estiveram envolvidos: 10% como vítimas, 10% como agressores e 2% sofreram e praticaram os maus tratos
Cerca de 28% dos estudantes brasileiros entre a 5ª e 8ª séries do primeiro grau já sofreram agressões físicas ou verbais repetidas vezes, o chamado bullying. A constatação é de uma pesquisa da organização não governamental (ong) Plan Brasil, divulgada nesta quarta-feira, 14, e publicada pela Agência Brasil.

Dos 5.168 estudantes ouvidos em 2009, 17% estiveram envolvidos em bullying: 10% como vítimas, 10% como agressores, sendo que 2% eram tanto os que sofreram como praticaram os maus tratos.

Os mais atingidos pelas agressões são os meninos. Segundo o estudo, 12,5% deles foram vítimas, contra 7,6% das meninas. A sala de aula é apontada como local preferido das agressões, onde acontecem cerca de 50% dos casos.

As regiões onde a prática se mostra mais frequente é o Sudeste, com 12,1% e Centro-Oeste, onde 14% sofreram com o problema. O Nordeste é a região onde o fenômeno é menos comum: 7,1%.

A educadora Cléo Fante disse à agência de notícias do governo federal ser importante que os pais e professores estejam atentos e saibam diferenciar o bullying de uma brincadeira entre os jovens. “O bullying não é uma simples brincadeira de criança ou apelido que às vezes constrange. Tem casos que são gravíssimos, chegam a espancamentos. A criança não pode ir na escola, porque sabe que vai apanhar”. Alertou.

As queixas mais citadas pelos jovens ouvidos foram falta de entusiasmo, perda da concentração e medo de ir à escola. Os agressores também têm problemas, segundo Cléo Fante, já que muitos ficam deslocados ao chegar ao ensino médio, quando o bullying é menos tolerado.

Ela contou um caso envolvendo um grupo de jovens agressores e agredidos com o qual ela trabalha. “Muitos [dos jovens] já desistiram da escola. Um que foi morto pela polícia, era um agressor. Ele acabou desistindo da escola, se envolvendo com drogas, se envolvendo com gangues e com tráfico”, afirmou.

A educadora disse que é difícil saber quando e por que acontece o bullying. De acordo com Fante, a família, a escola e os meios de comunicação propiciam, por diversos motivos, esse tipo de prática. “Os programas humorísticos geralmente pegam como alvo grupos de minorias. É o anãozinho, o portador de nanismo, o negro, o homossexual. Então são esses grupos que eles fazem “zoação”, que eles apelidam e constrangem”, disse.

Na opinião dela, as escolas não tem estratégias para combater a violência escolar. Cléo Fante admite que não existe um método definido para lidar com essas situações. “Se existisse uma receita pronta, todas as escolas utilizariam. Cada criança age de um jeito”, afirmou.

Ela defende a análise dos casos individualmente para tentar descobrir o motivo da agressão, além de conscientizar os envolvidos no processo do ensino. “Nós temos que atuar muito mais de uma forma sistêmica, trabalhar com as crianças, com a família, com a escola e com as instituições e atores sociais”. disse.магазин косметики для визажистовскульптуры на заказдетям