by

Bullying não é brincadeira!

 

educomunicacao31

Bullying é um assunto bastante discutido no Brasil. Boa parte da sociedade já sabe que esta palavra define comportamentos nada saudáveis dentro do ambiente escolar. O termo é usado para definir situações em que crianças e adolescentes recebem apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações, ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por parte dos colegas.

 

Entre as consequências desse tipo de comportamento estão o isolamento e a queda do rendimento escolar das vítimas. Em alguns casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional de tal maneira que a pessoa pode partir para reações trágicas. O assunto se tornou tão relevante na pauta nacional que a Comissão de Educação da Câmara Federal aprovou, em julho deste ano, um projeto de lei que prevê a obrigatoriedade de campanhas contra o bullying em todas as escolas do país. O projeto ainda não sancionado.

 

No Colégio São Judas Tadeu, esse assunto não é considerado brincadeira. Ao contrário, os professores buscam constantemente despertar nos estudantes a empatia, a solidariedade e o respeito, como estratégia cotidiana de trabalho. “Desde a Educação Infantil, os educadores têm a preocupação de trabalhar na literatura e em projetos o combate ao preconceito, o respeito às diferenças, a solidariedade, a amizade e a conduta ética”, afirma a diretora Sineide Esteves Peinado.

São trabalhados textos que embasam a discussão a respeito de valores morais, sentimentos e atitudes necessárias para uma vida saudável e solidária. Nas aulas de Educação Física são usados jogos cooperativos, que ensinam a trabalhar em equipe e a respeitar a individualidade de cada um.

 Identidade

Segundo o diretor José Ribeiro Filho, a adolescência é uma etapa que merece muita atenção também, pois há uma marcante busca pela identidade. “As roupas, o penteado, os costumes, as gírias, os grupinhos que se formam muitas vezes são motivos para que os alunos discriminem ou façam piadas. Ficar isolado, fugir das atividades escolares, contrariar as regras e até mesmo agir com agressividade podem ser algumas das consequências”, diz Ribeiro.

O diretor afirma que, quando observam o problema, os professores são orientados a imediatamente interceder e, quando necessário, comunicar a coordenação e a direção. “Procuramos valorizar as qualidades de comportamento, de aproveitamento escolar e de relacionamento do aluno que fez a agressão, e também buscamos descobrir o motivo que o levou àquela ação, no intuito de ajudá-lo”, afirma.

 Redes Sociais

A diretora Sineide chama a atenção, ainda, para o uso das redes sociais. “Na maior parte das vezes, elas são usadas para expor sentimentos e opiniões sobre outras pessoas de forma inadequada e, o que é pior, sem o conhecimento da família. Como o jovem ainda está desenvolvendo seu senso de certo e errado, é fundamental a supervisão do que ele faz no ambiente virtual, pois a informação se difunde ali de maneira muito rápida”, alerta Sineide.

Para ela, escola e família precisam se unir para reforçar nas crianças e nos jovens o conceito de que a conversa é a melhor ferramenta na resolução de conflitos.  Também a família precisa estar alerta. Seja no sentido de identificar se o filho é vítima de bullying ou, tão grave quanto, se seu filho é um dos agressores. É fundamental que os pais orientem crianças, adolescentes e jovens em relação ao problema. Jamais devem incentivar que os filhos batam ou agridam verbalmente um colega para resolver conflitos surgidos na escola.

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterEmail this to someone