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Burocracia atrapalha alunos com financiamento estudantil federal

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o problema acontece em pelo menos três instituições, uma em São Paulo e duas na Paraíba

A burocracia tem barrado a matrícula de alunos que usam o financiamento estudantil (Fies) do governo federal em pelo menos três instituições de ensino superior: universidade Anhembi Morumbi (SP), faculdade de ciências médicas de Campina Grande (PB) e faculdade de medicina Nova Esperança (PB), noticia o jornal Folha de S. Paulo.

O Ministério Público Federal na Paraíba está investigando o caso da faculdade Nova Esperança e recomendou que a faculdade aceite as matrículas e que o governo resolva os problemas até março.

Os alunos informaram ao repórter Fábio Takahashi que as instituições alegam que o ministério não enviou a documentação que libera a matrícula. As escolas culpam atrasos nos repasses da União.

O secretário de Ensino Superior, Luiz Cláudio Costa, garantiu que os problemas são “pontuais” e que as faculdades não podem barrar beneficiários por conta de dificuldades burocráticas.

O jornal informa que o MEC não tem um levantamento oficial sobre o número de estudantes prejudicados.

A mãe de um estudante de medicina da Anhembi Morumbi anunciou que vai recorrer à Justiça para conseguir a rematrícula do filho, que usa o financiamento desde 2010. Em nota, a entidade disse que vai matricular todos os beneficiários até o início das aulas, no dia 13.

Um aluno da faculdade de ciências médicas de Campina Grande disse que está “desesperado” com a situação. “A faculdade diz que o problema é com o sistema do Fies. Ligo para o FNDE (autarquia do MEC responsável) e eles não me dão nenhum retorno”, afirmou ele à Folha de S. Paulo.

Na faculdade de medicina Nova Esperança, os alunos se matricularam após intervenção da Procuradoria. “Não estamos recebendo os repasses do MEC nem os contratos dos alunos. Não tínhamos como fazer a matrícula”, disse o diretor da escola, Eitel Santiago. “Mas, após a reunião com o Ministério Público, parece que a situação vai se resolver.”

A Federação Nacional das Escolas Particulares afirmou que no final de 2011 as faculdades reclamaram de atrasos nos repasses da União, mas que agora a situação está se normalizando.

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