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Cai o número de formados nas universidades públicas

Apesar de mais alunos entrarem nas universidades públicas, quantidade de formados caiu 9,5% em 2 anos

A quantidade de estudantes formados nas universidades públicas caiu 9,5%, informa o jornal Folha de S. Paulo. Foram 19.177 formandos a menos em 2006 na comparação com 2004, de acordo com dados do Censo da Educação Superior.

Pesquisadores ouvidos pelo repórter Fábio Takahashi afirmam que a queda ocorre devido à necessidade de o aluno começar a trabalhar e o descontentamento com os cursos. Apesar da queda dos formandos, o número de jovens que entram nas universidades públicas cresceu 17% entre 2001 e 2003, quando entrou a maioria dos alunos que deveriam se formar entre 2004 e 2006.

Segundo cálculos do professor Oscar Hipólito, a evasão na rede pública cresceu de 11,8% para 12,3% entre 2005 e 2006 (variação de 4,2%). “Só isso não explica a queda de egressos [formados]. Os alunos também estão demorando mais para se formarem”, disse o professore. Segundo ele, em 2006, apenas 43% dos estudantes concluíram o curso no tempo esperado.

O presidente da Andifes (associação que reúne as universidades federais), Arquimedes Diógenes Ciloni, afirmou ao jornal que o aumento das matrículas que ocorre desde a década passada fez com que entrassem nas universidades camadas mais pobres da sociedade -que possuem mais dificuldades para seguir no ensino superior. “Mesmo que o curso seja gratuito, há gastos com transporte, livros, alimentação. Fica pesado, principalmente para os que precisam mudar de cidade. Muitos desistem”, afirmou.

Para o atual secretário de Ensino Superior, Ronaldo Mota, a queda de concluintes entre 2004 e 2006 é reflexo de “políticas adotadas” na década de 2000. “O número de concluintes de agora reflete políticas adotadas no período anterior. Com falta de custeio e carência de recursos humanos, as universidades se sentiram pouco estimuladas a repensarem seus modelos acadêmicos e a combaterem a evasão”, disse.

O ex-ministro da Educação, deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP), negou que as universidades tenham sofrido problemas financeiros em seu período. “Tanto não houve problema de recursos que o número de alunos nas universidades federais cresceu na minha gestão”, afirmou.

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