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Cai o número de mobilidade no Sisu

Queda é de 4O% em 2011 na comparação com 2010, informa estudo do Ministério da Educação publicado pelo portal IG

O número de jovens brasileiros que deixaram seu Estado para estudar em instituições públicas de ensino superior que utilizaram o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) caiu 4O% em 2011 na comparação com 2010, informa estudo do Ministério da Educação publicado pelo portal IG.

Este ano, dos 76.712 alunos matriculados pelo sistema, 11.432 mil mudaram de Estado, o que representa 15% do total. No primeiro semestre de 2010, 47.913 vagas foram oferecidas e 8.353 se matricularem em Estados diferentes de onde nasceram, ou 25% do total.

Comparando os mesmos períodos, em 2011, a oferta aumentou 73%, com 83.125 vagas em 83 instituições de todos os Estados.

O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, disse à repórter Priscilla Borges que os números de 2010 estão distorcidos. Ele justifica dizendo que o número de vagas oferecidas pelo sistema era inferior e não estavam bem distribuídas por todo o País. As instituições participantes têm a liberdade de escolher quantas vagas vão oferecer pelo Sisu.

Na avaliação do secretário, os números tendem a se estabilizar em torno dos 15% mesmo, e os jovens se manterão mais próximos de casa.

Segundo o portal, os Estados que mais “exportaram” alunos foram aqueles com menos vagas no sistema. Distrito Federal e Rondônia, que apresentaram mobilidade de 97%, colocaram, respectivamente, 10 e três vagas. Nos dois Estados, apenas os institutos federais participaram.

O estudo revela que os candidatos deram preferência às instituições mais próximas. Em 2010, 13% dos universitários se matricularam em Estados que não faziam fronteira com seus próprios Estados. Em 2011, esse tipo de matrícula representou só 5%.

O portal diz que reitores e universitários são unânimes na necessidade de apoio para sair de casa. Por causa do Sisu, o Ministério da Educação aumentou a verba destinada às instituições participantes do sistema para garantir os programas de assistência estudantil. Em 2008, o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), que custeia projetos de moradia estudantil, bolsas de alimentação e transporte nas instituições federais, tinha um orçamento de R$ 125,3 milhões. Com a criação do Sisu em 2010, as verbas para assistência aumentaram para R$ 304 milhões e, este ano, o MEC prevê o repasse de R$ 395 milhões às instituições.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) teme a falta de recursos prejudique o processo de expansão das universidades e a mobilidade propiciada pelo Sisu. “A política de assistência precisa ser efetivada e precisamos de garantias de que ela será ampliada”, afirma o vice-presidente da entidade, João Luiz Martins.

Veja a íntegra da reportagem do IG

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