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Carência de professores e dramática, avalia o MEC

Falta de formação específica em algumas das principais disciplinas é um problema crônico da educação pública, informam o MS Notícias e o Correio do Povo

A carência de professores com formação específica em algumas das principais disciplinas dos anos finais do ensino fundamental e em todo o ensino médio é um dos principais problemas da educação brasileira. O diagnóstico foi apresentado pelo Ministério da Educação (MEC) em um encontro para analisar o Plano de Desenvolvimento da Educação, realizado dias 28 e 29 de julho em Brasília, informam o MS Notícias e o Correio do Povo, do Rio Grande do Sul.

O diretor de Educação Básica Presencial, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Dilvo Ristof, destacou que de todos os professores que lecionam nas redes públicas da educação básica, 353.747 não têm formação específica na disciplina em que atuam.

 

Segundo o MEC, há também muita desigualdade regional. O índice de professores com formação específica no Norte é de apenas 31%; Nordeste, 32%; Centro-Oeste, 46,5%; Sul, 60,5%; e Sudeste, 61%.

Disciplinas

Entre as disciplinas, Ristof avalia que faltam professores em praticamente todas, mas “a situação é dramática” em física e química. No caso de física, as instituições de ensino superior, públicas e privadas, formaram 18 mil professores nos últimos 25 anos. Hoje, por ano, elas formam só 1.800, sendo que as escolas precisam de 56 mil professores na matéria.

Em química, nos últimos 25 anos, se formaram 33 mil profissionais, sendo que apenas 8 mil estão na ativa. Apenas 3.630 profissionais concluem o curso de química ao ano, mas as escolas necessitam de 56 mil para atender os alunos de 5ª a 8ª séries e o ensino médio.

Em português, faltam 145 mil professores e em matemática, 108 mil. Em educação física, o país tem 195 mil profissionais formados, mas nas escolas faltam 30 mil professores. Em filosofia e sociologia, disciplinas que entraram no currículo escolar há dois meses, Ristof explica que o país está longe de poder atender a necessidade.

Filhos da baixa renda

O diretor da Capes destacou ainda que os dados do Exame Nacional de Avaliação de Desempenho de Estudantes (Enade) revelam que as carreiras do magistério são, majoritariamente, constituídas por profissionais filhos de pais de baixa renda e com pouca escolaridade.

Da escola pública, apenas 8% ingressam em cursos de medicina; 19% em odontologia e 25% em medicina veterinária. Já em matemática são 72%; em pedagogia 72%; e curso normal superior, 79%.

Soluções

O secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Bielschowsky, destacou que uma das soluções para o problema é intensificar a parceria do Ministério da Educação com as secretarias estaduais e municipais de educação e com as instituições públicas de ensino superior federais, estaduais e municipais.

Neste sentido, entre as principais medidas em execução estão os Planos de Ações Articuladas (PAR), que já tiveram a adesão de 5.560 municípios mais o Distrito Federal e os 26 estados. Mais de 3.400 prefeituras já apresentaram seus planos de ações. O objetivo é que a formação inicial e continuada dos profissionais da educação fique a cargo das universidades públicas, centros federais de educação tecnológica e a Universidade Aberta do Brasil.

Em Sergipe, por exemplo, o secretário estadual de Educação, José Fernandes de Lima, procurou a Universidade Federal de Sergipe (UFS) para buscar soluções. “Estabelecemos parcerias com a UFS e já elaboramos o PAR em todos os 75 municípios sergipanos”, disse o secretário.

Eleições

A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, disse ao site do MEC que existe uma preocupação com relação ao processo de transição dos secretários de educação que pode ocorrer com as eleições municipais deste ano.

Segundo o MEC, há uma prática que os secretários, diante da vitória da oposição, dificultem o acesso às informações sobre os projetos que vêm sendo desenvolvidos em suas gestões. Segundo ela, entre as estratégias para impedir a descontinuidade estão os Planos de Ações Articuladas.

De acordo com o MEC, como o ministério, as secretarias estaduais e municipais e as universidades participam da elaboração do plano há um compromisso em prol da educação. “Já disponibilizamos cerca de R$ 22 milhões para a elaboração dos planos”, informou a secretária.

O MEC informa que os municípios com os mais baixos índices educacionais pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) têm prioridade para receber o apoio técnico e financeiro. O número de municípios que receberão apoio especial do ministério até 2021 é de 1.788.

Leia a íntegra da matéria do MS Notícias

A reportagem do Correio do Povo (só para assinantes do jornal)

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