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Celular é permitido nas escolas de SP, mas só para ajudar no aprendizado

O telefone celular deixou de ser proibido nas escolas estaduais de São Paulo.

Ao alcance da mão e da vista.

“Eu tenho mania de deixar aqui na frente”, disse o aluno.

Durante a explicação da professora, dá para resistir?

“De vez em quando ele fica mexendo no jogo”, contou outro.

Por isso é que celular era proibido nas escolas estaduais de São Paulo.

“Eu estava ouvindo música e a professora tomou, ela estava certa, eu nem discuti”, confessou mais um estudante.

Agora, celular é permitido, desde que seja usado com fins pedagógicos: ou seja, para ajudar os alunos entenderem a matéria.

A lousa está vazia e não é à toa, ela está sendo usada cada vez menos. Uma professora de português prefere que os alunos estudem em grupo para que em conjunto eles busquem as respostas, busquem o conhecimento e é por isso que a mesa está cheia de celulares. É que essas respostas podem estar aqui.

“Tudo a gente pode achar na internet e é só um aparelho que tem basicamente tudo”, explica a aluna.

E quando se trata de tecnologia, a professora tem que consultar os mestres do assunto.
“Quando me mandarem alguma coisa agora, eu procuro aqui? Aqui, instalando. Gente, adoro”, diz ela ao aluno.

A diretora é a favor do uso do celular, mas reconhece que não é fácil.

“Vai ter embate com aluno até adequá-lo para ele saber usar no momento certo, isso não é fácil, requer muito do professor e da escola como um todo”, explicou Célia Regina Gonçalves.

A Secretaria de Educação promete instalar internet nas escolas e comprar tablets, já que ninguém é obrigado a ter um celular. O uso ficará a critério do professor.

“Nós estamos facultando ao professor quando ele entender que isso alavanca o ensino e o aprendizado, que ele permita que o aluno se utilize dos seus mobiles, smartphones, celulares”, disse o secretário estadual de Educação, José Renato Nalini.

Celular no Instituto Singularidades

O coordenador do Instituto Singularidades, Marcelo Ganzela, diz que é preciso preparar bem o professor.

“O importante é, o que está sendo oferecido na aula, o que está sendo proposto para ser feito na aula que vai engajar esses adolescentes e eles vão esquecer, na verdade, o celular. Ou vão usar o celular para resolver um desafio que foi proposto para aula”, explicou o coordenador do Instituto Singularidades.

Pois é. Lembra daquela turma que não largava o celular durante a explicação da professora?

Repórter: Qual é a nota que a senhora dá para turma em relação ao uso do celular?
Professora: Dez, porque eles usam de maneira coerente. E quando eu peço para eles guardarem, eles guardam. De verdade.

Por Jornal Nacional, da TV Globo

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