by /0 comments

Censo mostra crescimento da educação profissional e infantil

No total, a matrícula da educação básica aumentou em 203.940 alunos (cerca de 0,4% a mais) no ano passado na comparação com 2007. São 53.232.868 alunos matriculados

O aumento da educação profissional e infantil, o crescimento da inclusão dos portadores de necessidades especiais no ensino regular e a expressiva alta das atividades escolares complementares são os principais destaques do Censo Escolar 2008, divulgado nesta quinta-feira, 15, pelo Ministério da Educação. No total, a matrícula da educação básica aumentou em 203.940 alunos (cerca de 0,4% a mais) no ano passado na comparação com 2007. São atualmente 53.232.868 alunos matriculados.

A educação profissional foi a modalidade que mostrou maior acréscimo, de 14,7 pontos percentuais. Nas creches, o número de matrículas passou de 1,57 milhões em 2007 para 1,75 milhões em 2008, o que representa quase 11% de crescimento. Já as matrículas de alunos especiais em classes comuns passaram de 46,8% em 2007 para 54% em 2008. São ao todo 375.772 pessoas com deficiência matriculadas no ensino regular e na educação de jovens e adultos, num total de 61.828 escolas. Para confirmar esta tendência, o Censo mostra que o número de matrículas em classes especiais exclusivas caiu de 348.470 em 2007 para 319.924 em 2008.

Outro dado expressivo é o aumento no número de alunos que passaram a desenvolver atividades complementares no contraturno escolar. Segundo o MEC, em um ano aumentou em cinco vezes a quantidade de alunos matriculados em escolas de educação básica que já ofereciam, ou passaram a oferecer, atividades complementares. Em 2007, eram 186.975 alunos. Hoje, são 919.208.

Profissional

O crescimento do ensino profissionalizante se deu especialmente por causa da oferta maior feita pelas redes estaduais, já que boa parte das escolas da rede federal estão em construção ou em fase de licitação. Segundo o secretário de educação profissional e tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco, o ensino profissionalizante vai crescer ainda mais. “Só os institutos federais serão responsáveis por aumentar o número de vagas, das atuais 215 mil, para 500 mil até o final de 2010”, disse ele ao site do ministério. Ele destacou ainda que 18 estados já receberam os repasses do programa Brasil Profissionalizado, que chegam a R$ 500 milhões.

O acordo com as entidades que compõem o Sistema S também trará mais vagas de cursos técnicos e profissionalizantes, diz o ministério. Dois terços dos recursos do Senai e do Senac devem financiar a oferta gratuita dos cursos. A partir deste ano, o Senac destinará 20% dos recursos para cursos gratuitos e o Senai, 50%.

Estados

O Censo mostra que em 20 dos 24 estados houve aumento do número de vagas em educação profissional. “No Brasil, apenas 30% dos jovens alcançam o ensino superior. A educação profissional é uma alternativa para os 70% restantes”, disse o secretário.

Para o ministro Fernando Haddad, “há hoje uma compreensão sobretudo dos secretários estaduais de educação” de que é preciso “reestruturar o ensino médio, oferecendo condições de educação profissional para a juventude, inclusive para que essa juventude veja sentido na sua permanência na escola até a conclusão da educação básica”. De acordo com o ministro, é necessário aumentar a integração do ensino médio com a educação profissional dos atuais 10% para 30%.

Fundamental

O ministro mostrou-se preocupado com o ritmo de transição do ensino fundamental de oito para nove anos. “Temos 52% das crianças no ensino fundamental de nove anos, mas, por lei, temos apenas dois anos para concluir essa transição”, afirmou. Até 2010, todas as crianças com seis anos de idade devem estar matriculadas no primeiro ano do ensino fundamental.

De acordo com o Censo Escolar 2008, o ensino fundamental registrou uma queda de 0,2% nas matrículas. Segundo o ministro, o resultado em parte é explicado pela diminuição na taxa de natalidade da população. “O importante é que a taxa de atendimento não está caindo.”

O MEC informa que desde que o censo foi informatizado, em 2007, o número de matrículas no ensino fundamental vem caindo. Em grande parte, diz o ministério, a queda ocorreu por causa das duplicações de matrículas. “Em 2008, foram 700 mil duplicidades de matrícula expurgadas do banco de dados do MEC. Só com o ajuste do censo escolar são mais de R$ 400 milhões que foram economizados com uma aferição precisa das matrículas”, disse Haddad.

Público

O Censo confirma que educação básica no Brasil é realizada, prioritariamente, pelo poder público. Nos 199.761 estabelecimentos de ensino estão matriculados 53.232.868 alunos, sendo que 46.131.825 estão em escolas públicas (86,7%) e 7.101.043 estudam em escolas da rede privada (13,3%). As redes municipais contam com a maior parte dos alunos, respondendo por 24.500.852 matrículas (46%).

O Censo Escolar é usado para definir os critérios para o repasse de verbas para escolas, estados e municípios. Também é utilizado para o cálculo do Ideb.

Confira os dados completos do Censo Escolar 2008

kiddsy101 otzyvdeposit bonus casino