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Cidadania no mundo digital

Por Adriana Dias e Carolina Gil*

Cidadania no mundo digital – Temos presenciado, nos últimos tempos, uma intensificação de conflitos vividos pelos alunos nos meios virtuais. Cada vez mais é comum a escola precisar fazer mediações entre alunos e até mesmo envolvendo as famílias. Essa nova geração, nativa digital, trouxe para os adultos responsáveis pela sua formação um enorme desafio. Novas formas de comunicação se fazem presentes e a importância do papel dos educadores, seja da escola ou da família, é fator indispensável nesse contexto.

Assim, o tema “Cidadania Digital” adentrou os encontros de Orientação Educacional do 7º ano do Colégio Oswald de Andrade (em São Paulo) em função de os alunos já usufruírem de uma prática cotidiana no mundo virtual sem necessariamente conhecerem os riscos envolvidos. O uso frequente de dispositivos digitais e, principalmente, do celular não garante às crianças e adolescentes as habilidades necessárias para o uso seguro e para ser um cidadão da internet.

Trouxemos essas temáticas para nossa reflexão e aprofundamos a discussão sobre os riscos da internet. Durante as discussões, os alunos levantaram algumas situações que mereceriam atenção, focando temas como: privacidade, ambientes digitais como espaços públicos, cyberbullying, exposição do outro, superexposição, busca de informações, segurança etc. Problematizamos esses assuntos por meio dos conteúdos presentes na cartilha que receberam da Safernet e de uma seleção de vídeos do Youtube e refletimos sobre a maneira como poderíamos nos mobilizar para alertar as pessoas sobre essas questões.

A partir disso, como forma de ampliar sua fluência digital, propusemos como desafio que elaborassem um material de alerta sobre alguma dessas temáticas, utilizando as ferramentas digitais que quisessem (vídeos, HQs, animações, jogos, infográficos). Essa proposta visava trabalhar habilidades utilizadas no meio digital, tais como edição de vídeo e imagem, remixagem, upload e download de arquivos, pesquisa etc. E, além disso, estimular a possibilidade de criação de produtos digitais e não apenas o consumo destes.

Iniciamos essa proposta em duplas e, dependendo dos produtos escolhidos, algumas duplas viraram grupos levitra dosage de trabalho. Utilizamos o Google Classroom como ambiente virtual de aprendizagem (AVA) e, nele, disponibilizamos os materiais discutidos em sala de aula, bem como os produtos finais de cada grupo. Um AVA possibilita ampliar os tempos e espaços de sala de aula e se torna uma estratégia importante na formação dos alunos, quando poderão se comunicar entre si, em um espaço público, com acompanhamento e mediação do educador.

No final do primeiro semestre, os alunos apresentaram seus produtos para sua turma, configurando um espaço de socialização e avaliação para que pudéssemos, juntos, visualizar como se apropriaram do discurso ético que necessariamente envolve as diferentes situações problematizadas, bem como das ferramentas utilizadas para fazerem os alertas sobre os riscos da Internet.

Por fim, participaram do ciclo de palestras organizado pela escola que envolveu toda a comunidade oswaldiana: alunos, professores e famílias. Tiveram, assim, a oportunidade de trocar também com colegas de outras séries o conhecimento trabalhado nesses encontros e receber orientações específicas de especialistas na área de Direito Digital, visualizando por meio de situações reais a dimensão legal das ações dos navegantes virtuais, sejam eles adultos ou não.

Assistam a dois vídeos produzidos pelos alunos do 7º ano durante as aulas de Orientação Educacional**:

*Adriana Dias é coordenadora pedagógica de 6º e 7º ano do Ensino Fundamental II, e Carolina Gil é coordenadora de Tecnologia Educacional do Oswald

**O primeiro vídeo foi produzido pelos alunos Marina Mattos, Maya Brandt, Tales Brasil e Vinicius de Assis. O segundo é de autoria de Clarissa Girão, Mateus Nabholz e Zoe Barata. 

 

Fonte: Cidadania Digital e Orientação Educacional

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