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Cidade de Rondônia fecha sete das onze escolas rurais

Secretário de Cacoal diz que os recursos do governo federal não são suficientes e a prefeitura também não tem como manter as unidades

Das 11 escolas municipais de ensino infantil e médio da zona rural de Cacoal, em Rondônia, apenas quatro vão continuar atendendo os 2,5 mil alunos em 2013, revela o portal G1. O secretário municipal de Educação, Carlos Albuquerque Rodrigues, alega que o fechamento das escolas atende portaria federal e a vontade dos diretores.

De acordo com o secretário, a portaria interministerial número 1.089, de 28 de dezembro de 2011, prevê recurso do governo federal para cada aluno matriculado, mas se o dinheiro não pagar o custo da escola, a secretaria tem que pagar esta diferença. Das 11 escolas da zona rural, apenas duas conseguiram terminar o ano de 2012 com dinheiro em caixa, garante o secretario. Para pagar as dívidas de 2012 dessas escolas, a secretaria informou que usou o dinheiro que sobrou das unidades que terminaram com o ano com saldo positivo.

O secretário disse à repórter Paula Casagrande que para que uma escola se “pague” é necessário de 30 a 35 alunos em cada classe de 6º ao 9ª ano, mas algumas turmas possuem apenas três alunos. O valor varia conforme a idade do aluno. “Por exemplo, por uma criança de 6 meses a 2 anos matriculada a escola recebe pouco mais de R$ 3 mil por ano; quanto mais idade, menor o repasse pago pelo Fundeb”, disse Carlos Albuquerque.

O secretário afirmou que os diretores das escolas que terminaram 2012 com dinheiro reclamam das instalações falhas das unidades que não recebem reparos por falta de verba. “Não são melhoradas por causa dessas escolas que são mantidas indiretamente. O que não é justo”, disse Albuquerque ao portal de notícias das organizações Globo.

O secretário garantiu que os professores não serão afetados. “Eles serão remanejados para outras instituições, onde poderão trabalhar tanto nas suas áreas de ensino, quanto como servidores de apoio”, afirmou o secretário. Em junho de 2012 foram contratados, em caráter emergencial, 64 professores para as escolas rurais de Cacoal. Segundo o secretário, eles terão os contratos encerrados em junho de 2013 e, caso seja necessário, serão renovados por mais um ano.

O estudante José Carlos afirmou que as escolas que permanecerão abertas ficam distantes e ele ainda não sabe se vai continuar a estudar em 2013. “A gente vai ter que acordar ainda mais cedo que nos outros anos, pois o ônibus irá passar no ponto bem antes já que a viagem será longa”, disse.

Os pais dele, Nedina Soares de Souza Alves, dona de casa, de 45 anos, e Genoíno Alves da Conceição, agricultor, de 55 anos, querem que o filho continue estudando. “Fica fora de mão para os outros alunos que moram mais longe, mas teremos que fazer o esforço, pois as crianças precisam estudar”, disse Nedina.

O pai dos alunos Márcio e Eliton – José Francisco dos Santos -, está revoltado. “Já houve reunião entre com a comunidade e tem pais que falaram que, se os filhos tiverem que percorrer um trajeto maior, não vão mais estudar”, disse.

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