by /0 comments

Ciência Sem Fronteira reduz exigência de inglês para bolsas na Inglaterra

Quem não atingir determinada pontuação terá que fazer um curso de seis meses e um novo teste para ser aprovado

O programa de intercâmbio do governo federal Ciência Sem Fronteiras reduziu a exigência do inglês para os estudantes conseguirem a bolsa em universidades do Reino Unido.

O jornal relata apenas que na Grã-Bretanha há alta reprovação por causa baixo nível do inglês, o que levou o governo brasileiro, a embaixada britânica e a Universities UK (entidade que intermedeia a relação dos bolsistas com as instituições) a reduzir a pontuação mínima exigida nos exames de certificação.

A consultora em educação da embaixada britânica, Jaqueline Wilkins, informou ao repórter Davi Lira que “a partir deste ano, os alunos que atenderem aos requisitos do programa, mas não atingirem a nota mínima em seus exames de proficiência, serão beneficiados com cursos de inglês intensivos na Grã-Bretanha”. Os cursos serão pagos pelo governo brasileiro.

A redução da pontuação mínima foi publicada em uma retificação do edital do programa. Antes, para o Toefl – um dos exames aceitos pelo programa -, era necessário que o estudante atingisse 72 pontos nas quatro prova (compreensão auditiva, leitura, escrita e fala). Com a mudança, a exigência mínima caiu para 42 pontos.

No caso do Ielts – o outro exame aceito na seleção-, era necessário nota 5,5 nas quatro modalidades. Com a alteração, ele pode obter 4,5 em duas habilidades e ser aprovado.

Segundo a reportagem, ao final do curso, os candidatos precisarão fazer um novo teste de proficiência. Quem não conseguir as pontuações estabelecidas anteriormente será obrigado a retornar ao Brasil.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), um dos órgãos que administram o programa, informou que a “flexibilização dos requisitos linguísticos faz parte das estratégias do programa para a ampliação da participação dos alunos”.

O Estado de S. Paulo ouviu dois especialistas sobre o assunto. O vice-reitor e pró-reitor de Coordenação Acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Rui Vicente Oppermann, elogiou o programa, mas criticou o fato de o aluno aprender o idioma no exterior. “Temos capacidade para preparar os aluno com um custo menor aqui no Brasil”, diz. Segundo ele, “os alunos deveriam ser enviados para estudar no exterior para que se aperfeiçoem em tecnologia”.

Na opinião do coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, “as universidades da Grã-Bretanha precisam dos bolsistas brasileiros, pois o ensino superior britânico está falido.”

O jornal informa que das 4 mil bolsas destinadas até agora pelo programa, 1,8 mil, ou 45%, foram preenchidas. A reportagem, no entanto, não informa a porcentagem que não foi preenchida por causa da reprovação em inglês.

Está matéria foi alterada

кариес молочных зубовкисточка для пудрыдетские свитера кофты купить