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O futuro da ciência brasileira

A difusão das pesquisas científicas nas escolas

A Ciência da educação- A notícia é animadora. O Ministério da Ciência e Tecnologia quer difundir a pesquisa científica nas escolas. E o primeiro passo já foi dado com a criação da Comissão do Futuro da Ciência Brasileira formada por físicos, biólogos, filósofos, educadores, economistas, cientistas políticos, médicos, matemáticos e capitaneada pelo conceituado neurocirurgião Miguel Nicolelis. Foi o primeiro colegiado desse tipo a contar em seus quadros com uma professora do ensino fundamental.

Para Nicolelis, a ciência precisa ser introduzida ainda na escola para que o processo de educação científica das crianças comece desde cedo. Responsável por traçar um diagnóstico do atual estado da pesquisa científica no país e pela elaboração de sugestões e propostas visando ampliar o papel que a ciência brasileira terá no desenvolvimento econômico e social do Brasil, a Comissão do Futuro criou o http://comfuturobr.org/ para trocar ideias com a sociedade. Em poucos anos delineou indicativo significativo do crescimento do interesse pela pesquisa científica no Brasil.

Toda essa mobilização governamental salienta uma tendência já detectada em algumas escolas da capital paulista. Nelas, as monografias – típica pesquisa científica do ensino superior – estão se expandindo e amadurecendo em sua forma e conteúdo. No Colégio Equipe, localizado em Higienópolis, alunos da 3ª. série do EM são suscitados a apresentar monografias cialis lilly france sobre os temas: literatura e arte, saúde e educação, história e adolescência e psicanálise, “São trabalhos com 30 páginas no mínimo em formatação padrão de monografia”, detalha Luciana Fevorini, diretora pedagógica do Equipe. Para ela, “esse tipo de trabalho propicia o aprofundamento conceitual, metodológico e condições para o desenvolvimento da autonomia intelectual do aluno”.

Na região oeste, na 2ª. série do EM do Colégio Ítaca, os professores pedem uma “dissertação ou estudo minucioso que se propõe a esgotar determinado tema, podendo ser ele ponto da história, da arte, da ciência ou sobre uma pessoa ou região”. Na opinião de Mercedes de Paula Ferreira, diretora pedagógica do Ensino Médio do Ítaca, “a monografia permite uma maturidade intelectual do aluno”.

 

NOVAS TECNOLOGIAS INCREMENTAM FEIRAS DE CIÊNCIAS NAS ESCOLAS

trabalho do EM do Colégio Ítaca

trabalho do EM do Colégio Ítaca

Outra tendência observada é o incremento das obsoletas feiras de ciências por encontros científicos paramentados pelas novas tecnologias, onde o computador assume protagonismo central.

Segundo Cida Lico, professora de ciências do colégio Ítaca, os encontros científicos de hoje não se sustentam mais em apenas expor o que os alunos já viram em sala de aula. No “Vivenciando as Ciências”  muitos dos experimentos expostos são apoiados pelo computador, “As novas tecnologias estão se mesclando aos antigos métodos proporcionando que os alunos tenham contato com novas áreas que não veem na escola”, revela.

Faz alguns anos que o Colégio Ítaca  convida pais de alunos que são professores ou pesquisadores em universidades para participarem e exporem seus trabalhos, “Temos  simulação de efeitos especiais que são vistos na televisão e também um estudo sobre o comportamento do coração durante o exercício, todos eles tendo como suporte o computador”, explica Cida. Em sua opinião, as novas tecnologias facilitam a visualização dos resultados científicos, estimulando a pesquisa. Mas nada, no entanto, substitui o microscópio, “a base da ciência e que ainda está muito presente em nossos estudos”, finaliza Cida.

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