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Cinco Estados tem mais de 94% dos municípios com alto analfabetismo

Em Alagoas, 99 das cidades (97% do total) têm um quarto da população sem saber ler ou escrever. Na Paraíba, 213 cidades (95,5%) estão nesta situação, informa o Correio da Paraíba

A taxa de analfabetismo no Brasil está em torno de 11%, mas em alguns Estados quase todos os municípios apresentam índices de 25% da população analfabeta, informa o Correio da Paraíba.

Segundo o jornal, um levantamento do MEC mostra que Alagoas é o Estado com a maior quantidade de municípios com taxa elevada de analfabetismo: 99 das cidades (97% do total) têm um quarto da população sem saber ler ou escrever. Na Paraíba, 213 cidades (ou 95,5%) estão nesta situação. Depois vêm, Ceará (95,11%) e Piauí (94,6%).

De acordo com a coordenadora de Formação e Leitura da Diretoria de Políticas de Educação de Jovens e Adultos do Ministério da Educação, Carmen Gatto, 1.928 municípios, dos nove Estados nordestinos, do Acre, Pará, Tocantis e da região do Vale do Jetiquinhonha, em Minas Gerais, receberão acompanhamento especial de técnicos do MEC para reduzir a taxa de analfabetismo.

Ao todo, são 46 especialistas selecionados e treinados pelo ministério para atuar junto aos municípios que apresentam as mais altas taxas de analfabetismo. A coordenadora explicou que os consultores irão prestar assessoria técnica e mobilizar os gestores para aderirem ao programa ‘Brasil Alfabetizado’, além de acompanhar as cidades que já o possuem.

O município paraibano de Casserengue é o que apresenta maior percentual de pessoas que não sabem ler e escrever no Estado: 56,95% da população é composta de analfabetos. Depois estão Capim, com 56,64%, e Curral de Cima, 55,26%, ambos situados no Vale do Mamanguape e Poço Dantas, no Sertão.

Para Carmem Gatto, a quantidade de analfabetos nesses locais é preocupante e precisa ser tratada como prioridade pelos gestores dos Municípios e do Estado. “O MEC quer reverter esse quadro, atuando na questão da alfabetização de jovens e adultos”, comentou.

A repórter Marly Lúcio tentou, mas não conseguiu manter contato com representantes da Secretaria de Educação da Paraíba para comentar os dados da pesquisa do MEC.

O site do Correio da Paraíba

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