by

Como a educação profissional ajuda a melhorar a produtividade

Por que a produtividade no Brasil é muito baixa, comprometendo a competitividade da economia brasileira no comércio mundial? Como resolver a questão? As perguntas estão no editorial do Estadão da quarta-feira, dia 03 de abril.

Segundo o jornal, especialistas reunidos na Federação do Comércio do Estado de São Paulo “foram unânimes ao reconhecer que o Brasil só conseguirá aumentar sua produtividade quando ampliar os investimentos em educação profissional, multiplicando a oferta de cursos técnicos principalmente para a população jovem”.  Para o professor José Pastore, da Faculdade de Economia da USP, “há ilhas de excelência, mas é muito pouco”.

Leia o Editorial do Estadão

Uma das ilhas de excelências da educação profissional no Brasil é o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, uma instituição de ensino centenária, criada em 1870, e até hoje celeiro de inovação e progresso. Além dos tradicionais cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, de Automação Industrial, Edificações e Multimídia, o Liceu lançou recentemente o LICEU TECH, uma plataforma de cursos de última geração na área de tecnologia, como Internet das Coisas (IoT), Lógica Programável e Projetos de Placas de Circuito Impresso.

O coordenador de inovação e tecnologia do LICEU TECH, Alessandro Cunha, mestre em eletrônica pelo ITA, explica que os cursos foram pensados para formar profissionais para um mercado de trabalho que se abre cada dia mais para soluções tecnológicas inovadoras. “Priorizamos áreas com uma grande carência de profissionais capacitados em soluções de tecnologia avançada”, diz Alessandro.

Estágio no Ensino Médio

Outra inovação do Liceu é a criação de estágios profissionais no Ensino Médio e sua inserção no projeto pedagógico. Os alunos do Ensino Técnico precisam cumprir uma carga horária de estágio para se formar. Além da parceria com empresas parceiras, a escola decidiu montar projetos reais de mercado para equipar seus laboratórios.

O coordenador do curso de Automação Industrial, Sérgio Melconian, explica que o objetivo do estágio é colocar o aluno em contato direto com a profissão. “Com o estágio, conseguimos trazer um pouco da indústria para dentro da escola. Fizemos questão de deixar o ambiente o mais profissional possível. Os estudantes batem cartão, cumprem horários e tem seguro de vida, tudo como manda a lei. Os alunos nem me chamam de professor”, diz Sérgio. Ele afirma que o estágio dentro da própria escola foi possível com a ajuda de empresas parceiras do Liceu. “É uma prova da importância da união da escola com a indústria”, destaca.