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Como ensinar um bom inglês

O “calcanhar de Aquiles” da maioria das escolas brasileiras tem sido o ensino do inglês. Nas reuniões de pais, a cobrança por um ensino em que o aluno tenha fluência é cada vez maior, e as escolas, por sua vez, buscam estratégias que garantam qualidade no ensino.

No Colégio Ítaca, zona oeste da cidade, no entanto, há mais de 18 anos o ensino de inglês conta com aprovação absoluta dos pais, e a maioria dos alunos não faz inglês em escola de idiomas. Inaugurado em 1990, o Ítaca é também reconhecido no meio educacional pela excelente qualidade em seu ensino do inglês.

Segundo a professora de Inglês, Sônia Mange, um dos principais ingredientes de sucesso é a formação dos docentes e o entrosamento entre os professores do departamento desde o 2º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio.

“Quando começamos o inglês com o 2º ano, sabemos onde queremos chegar no 3º do EM”, diz Sônia. Para os alunos do 2º e 3º anos, diz a professora, “as aulas são de sensibilização e lúdicas.O aprendizado se dá através de músicas, jogos, recortes e brincadeiras”.

Nessas turmas, os alunos não escrevem nem lêem em inglês. A partir do 4º ano, as turmas são divididas em dois grupos. É quando se começa um ensino mais sistematizado da língua: com duas aulas semanais, tem início o trabalho com a escrita e a leitura. A partir do 6º ano, com 3 aulas semanais e, já tendo os alunos conhecimento básico das estruturas da língua inglesa, são introduzidas as leituras complementares de clássicos condensados e a realização de provas orais dessas obras.

“Ano a ano vão sendo introduzidas as particularidades da língua nos textos propostos”, conta a professora. A partir do 2º ano do ensino médio, os alunos já lêem obras originais. É importante frisar que as aulas são práticas e orais. A escrita é trabalhada através de exercícios e redações que são feitos em casa.

Caso ingresse um aluno novo na escola e seu inglês não esteja no mesmo nível dos colegas, o Ítaca oferece suporte até ele conseguir acompanhar. Segundo Sônia, esse trabalho, dependendo da escolaridade, pode levar até dois anos, mas o que vale para a Escola é o desempenho dele durante todo o processo.

“Ele tem que mostrar que está empenhado em aprender”, diz. Segundo Mange, a partir do 7º ano, os alunos do Ítaca já têm condições de se comunicar na língua. “Muitos que foram para intercâmbio apresentaram um desempenho muito além da média”, de acordo com relato dos pais e dos próprios alunos. “Saber disso tem sido motivo de orgulho para a equipe. São os frutos de um trabalho feito com muita paciência e dedicação”, diz.