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Concurso para professor reprova 82% dos candidatos no Rio

Governo do Estado promete criar um estágio probatório para os docentes, reformular os currículos e o plano de carreira, informa O Globo

Um concurso para a contratação de professores no Estado do Rio, feito no fim do ano passado, reprovou 82% dos candidatos, revela um levantamento da Fundação Escola do Serviço Público (Fesp). Segundo o jornal O Globo desta quarta-feira, 28, dos 68.269 candidatos que compareceram aos testes, apenas 12.258 (18%) foram aprovados.

Em algumas matérias, o desempenho foi ainda pior. Em história, de 7.482 inscritos, só 398 (5,3%) passaram; em geografia, de 4.161, só 326 (7,8%) foram aprovados. Em matemática, dos 6.879, 689 (10%) atingiram as notas mínimas. As vagas são para professores 6º ao 9º ano do ensino fundamental, além de cursos técnicos.

De acordo com a reportagem, o Estado tornou mais rigorosa a seleção. Para ser aprovado, é necessário obter 60% em proficiência básica, 50% em conhecimentos pedagógicos e 50% em conhecimentos específicos.

O presidente da Fesp, Cláudio Mendonça, disse ao repórter Ruben Berta que está elaborando um estágio probatório para professores. A ideia é que o professor tenha um reforço nos conteúdos antes de chegar às salas de aula. Depois, ele dividirá uma classe com um professor mais experiente.

O jornal ouviu três professores sobre o problema. A professora Ângela Rocha dos Santos, do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza da Universidade Federal do Rio de Janeuro (UFRJ), disse que o resultado dos exames reflete o desprestígio da carreira do professor.

Para Maria Celi Chaves Vasconcelos, professora do Mestrado em Educação da Universidade Católica de Petrópolis (UCP), o resultado do concurso é apenas um dos problemas da carreira do magistério. “A dificuldade prossegue ao longo da carreira, o índice de abandono é muito grande”, disse.

Gaudêncio Frigotto, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), disse que os resultados são um reflexo de um país onde a educação ainda não é a prioridade.

O Globo entrevistou o primeiro colocado no concurso de matemática, José Jorge Nicodemos, de 51 anos. Ele disse que já trabalha na rede municipal e em escolas particulares. “Há dias em que saio de casa às 7h e só retorno às 22h. É desgastante, entendo que bons profissionais da área acabem optando por outra carreira fora do magistério”, afirmou.

A Secretaria de Educação informou em nota que pretende “reformular os currículos das graduações e as oportunidades de especialização oferecidas aos docentes” e criar uma comissão interna para reformular “o Plano de Carreira do Magistério Estadual de 1990, com o objetivo de atrair profissionais mais qualificados para a rede de ensino”.

Leia a matéria de O Globo

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