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Confederação dos trabalhadores em educação marcha pelo piso dos professores

Ato fez parte da 5ª Marcha da Classe Trabalhadora da CUT. Segundo a CNTE, representações de 20 sindicatos filiados protestaram

 

CNTE

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Bonecos de governadores contrários à lei do piso

Com fotos em tamanho natural dos governadores que estão contra alguns pontos da lei do piso nacional dos professores (lei 11.738/08), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação participou da 5ª Marcha da Classe Trabalhadora da CUT, nesta quarta-feira, dia 3, em Brasília. A principal preocupação dos líderes da marcha, no entanto, foi o impacto da crise financeira no emprego e na renda.

 

Segundo a CNTE, que é filiada à CUT, representações de 20 sindicatos filiados protestaram contra os governadores que apoiaram e ajuizaram no Supremo Tribunal Federal uma ação direta de inconstitucionalidade contra lei do piso. Participaram da manifestação delegações de Goiás, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Acre, Rio Grande do Norte, Rondônia, Alagoas, Sergipe, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Tocantins, Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais e do Distrito Federal.

Dirigentes das centrais sindicais também se reuniram com e os presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Garibaldo Alves Filho (PMDB-RN), com os ministros Carlos Lupi, do Trabalho; José Pimentel, da Previdência Social; Luiz Dulci, secretário-geral da Presidência; e Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil.

Frente

Também nesta quarta-feira, membros da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Salarial dos Professores se encontram com dois ministros do STF. Segundo a presidente da frente, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), o objetivo foi dizer aos ministros que a lei já foi amplamente debatida na Câmara e no Senado. “Foram mais de 13 meses de discussão, ela foi aprovada por unanimidade e teve sua constitucionalidade respaldada pela Comissões de Constituição e Justiça da duas casas”, disse ela à Agência Brasil.

A lei, sancionada em junho, estabelece um piso de R$ 950 para os professores e determina que um terço da carga-horária do profissional deve ser reservada para atividades extraclasse (atualização, cursos, preparação de aulas). Os governadores do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Ceará questionam o uso do piso com base para os demais benefícios, além de serem contra o aumento da jornada para atividades fora da sala de aula. Também apóiam o fim do piso os governadores de Roraima, São Paulo, Tocantins, Minas Gerais e Distrito Federal.

A frente parlamentar já teve audiências com outros dois ministro do STF, incluindo o relator da ação, Joaquim Barbosa, que pretende definir seu voto até 15 de dezembro. “Na quinta-feira, devemos conversar com o ministro Eros Grau e continuamos com as audiências na semana que vem”, disse a deputada.

A Frente Parlamentar em Defesa do Piso Salarial dos Professores é formada por 256 deputados e 58 senadores.

Veja as fotos da manifestação da CNTE

 

Acompanhe no STF a ação contra o piso 

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