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Congresso de trabalhadores repudia vaia ao ministro da Educação

Fernando Haddad foi recebido por sindicalistas ligados ao PSTU com gritos de guerra como “Eu sou de luta, sou radical, não sou capacho do governo federal”
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 Agência Brasil

Haddad não conseguir falar e deixou o local

O 30º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), aprovou no encerramento dos trabalhos, domingo, uma moção de repúdio contra as vaias que o ministro da Educação, Fernando Haddad, recebeu de sindicalistas ligados ao PSTU, no sábado, após sua chegada ao evento, realizado de 17 a 20 de janeiro, em Brasília.

Segundo Agência Brasil, a agência de notícias do governo federal, Haddad chegou acompanhado da filha menor e foi recebido com vaias e gritos de guerra como “Eu sou de luta, sou radical, não sou capacho do governo federal”. Alguns atiraram bolinhas de papel contra o ministro. Os sindicalistas ligados à Central Única de Trabalhadores (CUT) responderam com gritos de apoio ao ministro e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Haddad garantiu que não ficou chateada com o episódio e que o incidente não prejudicou as discussões do evento. “Os debates geralmente são acalorados, mas a partir das deliberações, a categoria volta a ter unidade e defender suas bandeiras. É um processo natural de disputas de protagonismo, e isso deve ser naturalizado em uma democracia”, afirmou. “Na verdade, houve um problema regimental. Minha vinda estava prevista para a abertura e não pude comparecer porque fui chamado para uma reunião com o presidente Lula. Na plenária, houve dúvida se poderia haver intervenção de alguém que não tem delegação para votar, que é o meu caso. E aí, para evitar um debate que não vai levar a nada, se decidiu continuar as deliberações”.

O dirigente da central sindical Confederação Nacional de Lutas (Conlutas), José Geraldo Corrêa Júnior, disse à Agência Brasil que as vaias foram um protesto “legítimo” contra o que classificou de “invasão” do ministro. “Foi aprovado um regimento neste congresso de que não entraria ninguém que não fosse delegado.”, afirmou o sindicalista. Para ele, ao convidar o ministro para participar de debates no evento, a direção da CNTE mostrou “não ter compromisso com os profissionais da educação, mas sim com o governo Lula”. O site do PSTU diz que cerca de 400 pessoas participaram do protesto.

O Congresso aprovou uma moção de repúdio contra as vaias. A nota diz que “alguns militantes, de maneira violenta, irresponsável e anti-democrática, invadiram o palco”, desrespeitando o ministro e todos participantes do evento.

Para a CNTE, a violência partiu de “um grupo minoritário “que arroga para si, única e exclusivamente, a condição de militante de esquerda”. A moção de repúdio termina dizendo que tal comportamento “não condiz com o papel de educadores e educadoras e não contribui em nada para a construção de uma educação pública de qualidade”.

A presidente da CNTE, Juçara Vieira, definiu como “lamentável falta de educação de setores minoritários” os protestos. Ela também disse que os manifestantes merecem tratamento “pedagógico”, com uma “recuperação”. Segundo ela, “90% da categoria queria ouvir o ministro e o recebeu de forma carinhosa”.

Leia a moção de repúdio

Veja a matéria do PSTU

Leia a reportagem:

Congresso revela o pensamento dos sindicalistas da educação

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