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Congresso revela o pensamento dos sindicalistas da educação

Resoluções que serão discutidas no encontro da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação são recheadas de críticas à política educacional do governo Lula

Por Fábio Galvão

As discussões que serão travadas no 30° Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), entre os dias 17 e 20 de janeiro, em Brasília, revelam com clareza o pensamento dos sindicatos que atuam na educação pública brasileira.

O Caderno de Resoluções do evento, um calhamaço de 160 páginas com sugestões de 14 correntes sindicais, disponível no site da entidade, está recheado de críticas ao “imperialismo dos Estados Unidos, ao neoliberalismo do governo Lula” e pesados ataques ao Plano de Desenvolvimento da Educação, o PDE.

Os sindicalistas também propõem várias medidas para a educação, como, por exemplo, a criação de uma Lei de Responsabilidade Educacional e até a extinção do Fundeb.

Na apresentação do Caderno de Resoluções, a CNTE diz que a luta por uma educação de qualidade já chegou até aos “donos do capital, que reivindicam formação, mesmo que em forma de mão-de-obra, para o desenvolvimento econômico”.

O Caderno segue um modelo no qual todas as 14 correntes fazem análises das conjunturas internacional e nacional, da política educacional do governo Lula, do futuro do sindicalismo e também propostas para mudar a educação pública.

O texto apresentado pela corrente Ação Popular Socialista, ligada ao Psol, por exemplo, é um dos mais críticos ao governo Lula. Após pregar a “construção da Pátria Grande Socialista e dizer que governo Lula é o aliado número 1 do maior terrorista do Planeta (Bush)”, os sindicalistas atacam o Plano de Desenvolvimento da Educação, o PDE, proposto pelo Ministério da Educação, taxando-o de neoliberal.

Já a corrente Articulação Sindical, ligada à CUT, elogia o “protagonismo” do governo Lula no cenário internacional e seu papel decisivo para o avanço das forças progressistas na América Latina. O texto, assinado pela presidente da CNTE, Juçara Vieira, entre outros sindicalistas, elogia o Fundeb e o PDE, mas critica o MEC por se aproximar do segmento empresarial, “representado pelo movimento Todos pela Educação”.

Corrente do PT, a Articulação de Esquerda aprova as ações do governo Lula, mas mantém um tom crítico. Acusa o Prouni de ser uma “política de compra de vagas” e ter uma “visão mercadológica da educação”. O Campo Democrático, também ligado ao PT, diz que o PDE “não passa de uma reedição da política educacional” do governo Fernando Henrique Cardoso “favorecendo o capital privado e reduzindo a presença do estado”.

O Conlutas, ligado ao PSTU, prega a luta contra o governo “pró-capitalista” de Lula e sugere a extinção de todos os programas de avaliação e o também o fim da municipalização da educação básica.

As demais correntes que apresentarão suas teses no congresso mantêm basicamente o mesmo discurso contra o capitalismo, em favor do socialismo e acusam as reformas educacionais do governo do Lula de mercantilista e a favor do capital privado.

A previsão da direção da executiva da CNTE é de que 2 mil sindicalistas de todo o Brasil compareçam ao 30° Congresso, que será realizado no Centro de Convenções Ulisses Guimarães.

O Caderno de Resolução do 30° Congresso pode ser lido (em PDF) no endereço eletrônicohttp://www.cnte.org.br/arquivos/30_congresso_nacional_cnte_caderno_de_resolucoes.pdf

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