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Conselho Nacional de Educação propõe ensino médio com currículo mais flexível

Entre as novidades propostas está ampliar o tempo de duração do ensino médio noturno e a educação à distância

O Conselho Nacional de Educação (CNE) apresentará nesta quarta-feira ao ministro da Educação, Fernando Haddad, um projeto para tornar mais flexíveis as orientações curriculares do ensino médio. O conselheiro do CNE Francisco Aparecido Cordão disse ao jornal Valor que a idéia é que cada escola ou rede – municipal ou estadual – faça o próprio currículo, com ênfase no mercado de trabalho e em conteúdos de ciência, tecnologia ou cultura.

Para entrar em vigor, a medida precisa ser homologada pelo ministro. As diretrizes não são obrigatórias; são orientações que as escolas podem seguir ou não

O jornal O Estado de S. Paulo informa que entre as novidades propostas está ampliar o tempo de duração do ensino médio noturno – o aluno poderá ficar de um semestre até um ano a mais na escola. Ele teria menos horas de aula por dia, com a possibilidade de usar a educação à distância. “No caso do ensino médio noturno, sabemos que é difícil manter o aluno quatro horas por dia na escola, pois muitos chegam atrasados do trabalho e saem antes do fim da aula. Por isso, flexibilizar essa grade é importante”, afirma o relator das diretrizes, José Fernandes de Lima.

Segundo O Estado de S. Paulo, o ensino médio é hoje a etapa mais problemática da educação brasileira. Os dados do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostram que os alunos receberam nota 3,6, numa escala de 0 a 10. Dados de 2009 mostram que 32,8% dos brasileiros entre 18 e 24 anos abandonaram os estudos antes de completar o terceiro ano. Um levantamento da Fundação Getúlio Vargas, de 2009, revelou que 40,1% dos jovens de 15 a 17 anos abandonam a escola por desinteresse e 27,1% saem para trabalhar.

Francisco Cordão disse que o novo ensino médio tem como base o programa do Ministério da Educação Ensino Médio Inovador (EMI), que coloca verba federal em escolas públicas com projetos de inovação curricular. “Percebemos que na hora que a escola proporciona um trabalho pedagógico realmente interdisciplinar, integrado com a realidade dos alunos, os resultados aparecem”, disse ao jornal.

O CNE informa que a reformulação curricular obrigará o MEC a repassar mais recursos para Estados e Municípios. O programa ensino médio inovador repassou R$ 30 milhões a 357 escolas previamente selecionadas em 18 Estados, totalizando 296 mil matrículas.

As propostas para o novo ensino médio foram aprovadas por unanimidade pelos 27 secretários estaduais de educação em reunião na semana passada, no Tocantins.

Veja a proposta aprovada pelos secretários de educação

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