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Conselho Nacional quer proibir menor de 18 na Educação de Jovens e Adultos

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o Ministério da Educação é contra. Mais de 4 milhões de brasileiros cursam EJA de ensino médio – 640 mil têm entre 15 e 17 anos

O Conselho Nacional de Educação (CNE) vota na próxima quarta-feira, dia 8, uma resolução proibindo adolescentes com menos de 18 anos de cursem a Educação de Jovens e Adultos (EJA), informa o jornal O Estado de S. Paulo. Mais de 4 milhões de brasileiros cursam EJA de ensino médio – 640 mil têm entre 15 e 17 anos. Segundo a repórter Renata Cafardo, o Ministério da Educação é contra a medida.

A relatora da resolução, Regina Vinhaes Gracindo, professora da Universidade de Brasília (UnB), disse que a EJA é hoje “uma forma de o sistema lavar as mãos, uma espécie de tapa-buraco”. Na opinião dela, como o currículo da EJA é feito para o adulto torna-se prejudicial para quem tem menos de 18 anos.

O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, teme que a resolução aumente o abandono escolar entre os alunos de 15 a 17 anos. “Obrigá-los a estudar no ensino regular por muito tempo pode ser um caminho para que abandonem a escola. Nas famílias mais pobres, eles precisam trabalhar”, disse ao jornal. Ele sugere criar projetos pedagógicos na EJA mais próximos do universo juvenil. “Esse tema não é consenso no MEC. Se o CNE aprovar, não posso dizer que o ministro não vá homologar.”

A presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Dorinha Seabra, é favor da resolução e disse que a comparação dos resultados de alunos do ensino regular e da EJA mostra que o adolescente perde ao querer apressar os estudos. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2007, os alunos da EJA tiraram nota oito pontos abaixo que os do ensino regular.

A professora Vera Massagão, da ONG Ação Educativa, afirmou que a “EJA é a educação para o trabalhador e deveria ser apenas para maiores de 18 anos”. Mas ela revela preocupação com os adolescentes que estão muito defasados. “Se o adolescente for analfabeto com 16 anos, por exemplo, é muito difícil estudar em uma classe com crianças pequenas”, disse.

Leia a íntegra da matéria de O Estado de S. Paulo

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