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Construção da Usina de Jirau deixa crianças sem escola

De acordo com o jornal Diário da Amazônia, Associação de Pais e Mães de Nova Mutum denuncia que a escola municipal está superlotada e há 300 crianças fora das salas de aula

Além dos problemas trabalhistas, que provocaram uma onda de violência no canteiro de obras, a construção da usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, está criando outro problema grave: a falta de vagas na escola Municipal Nossa Senhora de Nazaré, em Nova Mutum, cidade construída para substituir Mutum Paraná, desabitada para a construção da usina, a cerca de 140 quilômetros de Porto Velho.

De acordo com o jornal Diário da Amazônia, a Associação de Pais e Mães de Nova Mutum denunciou ao Ministério Público Federal que a escola está superlotada e há 300 crianças fora das salas de aula. Para piorar a situação, uma segunda escola construída na cidade foi cedida para um grupo particular. “Se não matricular meu filho até a semana que vem ele vai perder o ano”, disse Roseneida Saldanha, que tenta vaga para o filho desde janeiro.

Segundo o jornal, a Secretaria Municipal de Educação admite o problema e promete resolver logo a situação. A assessora técnica Adomice Rodrigues explicou que a reinstalação da escola municipal em Nova Mutum foi decidida em uma reunião entre a Energia Sustentável do Brasil (ESBR), responsável pela usina, e a prefeitura. “Eles nos informaram que abrigariam no novo distrito 1,6 mil famílias, e para tal ficou acordado a construção de três escolas, uma com 12 salas de aula com capacidade para aproximadamente 360 alunos (está que está superlotada e com falta de vagas), a segunda com seis salas para 180 e uma última para educação infantil”, diz a assessora da Semed.

As duas primeiras escolas ficaram prontas em 2010, mas, segundo ela, não havia demanda para todas as vagas e uma delas ficou fechada. Já em 2011, com o aumento da demanda, houve a necessidade de utilização da segunda escola. “No entanto, ela foi cedida para um grupo particular”, afirma Adomice Rodrigues.

Ela informou ao Diário da Amazônia que foram realizadas diversas reuniões, mas não houve acordo entre a prefeitura e a ESBR.

Além da falta de vagas, as mães também denunciam que falta professores. Adomice Rodrigues informou que a secretaria já realizou um processo seletivo e os professores – de geografia, história, matemática e educação física – devem tomar posse após o dia 15 de abril.

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