by /0 comments

Cota está presente em 148 instituições públicas de ensino superior

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a maioria das ações é socioeconômica

Estudo da entidade Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro) mostra que 148 instituições públicas de ensino superior do País adotam algum tipo de cota em seus processos seletivos. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a maioria das ações é socioeconômica, mas há também as raciais, especialmente para negros.

Atualmente há um projeto sobre o tema em tramitação no Congresso, que prevê 50% das vagas para alunos de escolas públicas e para negros. No entanto, as universidades têm autonomia para criar seus próprios sistemas de cotas.

Entre os vários tipos de ações afirmativas, o jornal cita reserva de vagas para negros, quilombolas, indígenas, ex-alunos de escola pública, pessoas com deficiência, filhos de policiais mortos em serviço, estudantes com baixa renda familiar, professores da rede pública e residentes da cidade onde se localiza a instituição. O aumento de nota nas provas de seleção para determinados grupos também é considerado nas universidades públicas.

O Educafro mapeou ações afirmativas no Distrito Federal e nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Amazonas, Roraima, Pará, Acre, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Na opinião do frei David Raimundo dos Santos, da Educafro, “a mobilização dos negros para o debate das cotas está movimentando outros setores”.

Para Rafael Ferreira Silva, professor e pesquisador de ações afirmativas, as cotas são necessárias para suprir as desigualdades. “Temos de resgatar as consequências de fatos históricos como a escravidão e a abolição. As diferenças são extremas”, disse ele ao jornal.

O professor Valter Silvério, da Universidade Federal de São Carlos, afirmou que a adesão das instituições se deve também ao respaldo popular que as ações afirmativas apresentam. “Os diferentes tipos de cotas refletem que as universidades estão discutindo seus próprios perfis”, afirmou.

Para José Carlos Miranda, do Movimento Negro Socialista, a adoção de cotas “mostra a incompetência do Estado, que não oferece educação básica de qualidade”. Ele disse a O Estado de São Paulo que as “cotas só são boas para quem usufrui delas” e que eles “não acabam com o racismo nem melhoram a mobilidade social”. Ele disse que o mais importante “é quando um estudante pobre entra na universidade pública sem cota.”

игры в магазинparket-ukladka.comcan you gamble in dubai