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Cresce o número de professores sem graduação superior

Eles representam 7,7% do total de 1.977.978 docentes. Em 2007, eles eram 6,3% dos de professores, revela o portal IG

O número de professores que só concluíram o ensino fundamental ou o ensino médio aumentou em todas as etapas da educação básica, revelam os dados do Censo Escolar 2009, publicados pelo portal IG, neste domingo, dia 30.

Atualmente, 152.454 professores dão aulas sem a formação superior para alunos de creches, pré-escolas, ensino fundamental e ensino médio. Eles representam 7,7% do total de 1.977.978 docentes. Em 2007, eles eram 6,3% dos de professores.

O primeiro censo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) sobre o perfil dos docentes, divulgado no ano passado e feito com dados de 2007, revelou que 15.982 tinham apenas o ensino fundamental. Em 2009, eles caíram para 12.480.

Já o número de professores que completou apenas o ensino médio aumentou. Em 2007, 103.341 estavam nessa situação. No ano passado, eles somavam 139.974. O aumento chega a 35,4%. O maior crescimento foi na educação infantil, em que eles representavam 16,1% em 2007 e agora são 19,6% do total.

No ensino médio, há 21.896 docentes que dão aulas sem diploma de nível superior ou magistério (que também seria insuficiente para assumir esse compromisso).

A presidente do Conselho Nacional de Educação, Clélia Brandão, disse à repórter Priscilla Borges, disse que os dados servem para um reflexão profunda sobre a formação do professor no Brasil. “Temos de estranhar muito que um professor que estudou até o ensino médio dê aulas para essa mesma etapa”, afirmou.

Ela culpa a falta de planejamento dos Estados e Municípios na formação continuada dos professores. “Um dos motivos que poderia levar a essa contratação, mas que não a justificaria, é a falta de professores de química, física e matemática. Talvez, esses professores já estejam cursando uma faculdade, mas ainda não a concluíram”, disse. “Houve muito investimento em formação nos últimos anos. Mas a prioridade foi dada para o curso de pedagogia. Esse é um dado que pode revelar um erro nesse sentido”.

Clélia acredita que muitos gestores aproveitam um regulamento publicado após a promulgação da Lei de Diretrizes e Base, de 1996, para contratar professores sem qualificação para a educação infantil e nas primeiras séries do ensino fundamental. Para as demais fases, “não há explicação”, disse ela ao portal.

Apesar dessas dificuldades, os incentivos de estados, municípios e governo federal demonstram que, em dois anos, o número de docentes que atuavam sem curso licenciaturas reduziu pela metade.

Leia a íntegra da matéria do IG

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