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Crise em universidades particulares de São Paulo ameaça o ano letivo

Instituições estão atrasando o pagamento do salário dos professores. Sindicato diz que a crise decorre da desaceleração nas matrículas, o que provocou uma “guerra” por estudantes

O atraso no pagamento do salário dos professores está ameaçando o início do ano letivo em pelo menos quatro universidades de São Paulo, notícia o jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira. Unisant’Anna, São Marcos, Unib (Universidade Ibirapuera) e Unicastelo tem mais de 30 mil alunos matriculados.

A reportagem de Fábio Takahashi informa que o problema mais grave é na São Marcos, despejada do campus principal no final do ano passado por atraso de aluguel e sem novo local definido para as aulas. O início das aulas foi adiado para a próxima segunda, mas os alunos não foram informados sobre onde serão as aulas. “Já achamos que não vamos conseguir estudar neste semestre”, disse uma aluna. Ela disse ainda que não consegue acesso a documentos para tentar uma transferência.

Na Unisant”Anna, os professores farão uma assembléia na quinta-feira para discutir os atrasos nos salários. As aulas começam hoje. A direção da escola informou que está estudando formas para pagar os atrasados.

A Unicastelo também disse que analisa alternativa para pagar os professores. As universidade São Marcos e Ibirapuera não se pronunciaram.

A coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci afirmou ao jornal que os alunos da São Marcos têm direito a receber de volta pagamentos referentes a 2012 se não for resolvida a falta de campus. “Pode ser visto como serviço pago, mas não prestado”, afirmou.

O diretor do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro), Fabio Zambon, cobrou providências do Ministério da Educação. “Muitos dos alunos prejudicados são bolsistas do Prouni, e o governo não faz nada. Os estudantes são iludidos, não recebem o ensino que prometem”, disse.

O Ministério da Educação disse ao jornal que os bolsistas do Prouni podem pedir transferência a qualquer momento e a escola não pode reter documentos.

Na opinião do diretor executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), Rodrigo Capelato, a crise decorre da desaceleração nas matrículas, o que provocou uma “guerra” por estudantes.

Segundo ele, nos últimos três anos, as matrículas cresceram menos de 10% no Estado. “As quatro universidades não conseguiram acompanhar o mercado, em que a regra passou a ser a guerra de preços. Elas possuíam estruturas pesadas, em geral com muitos professores, e não conseguiram baixar os preços”, disse à Folha de S. Paulo

Capelato reconhece que o setor perdeu qualidade em um primeiro momento, pois docentes com salários melhores foram demitidos para baixar mensalidades. Ele acredita que o quadro está melhorando com a contratação de professores com dedicação integral, ao invés de professores horistas.

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