by /0 comments

Crise pode reduzir mensalidades nas faculdades privadas

Suspender os planos de expansão e a criação de cursos estão entre as medidas em estudo pelas instituições de ensino superior, diz o jornal Valor Econômico

A crise econômica, oferta maior do que a demanda e concorrência acirrada podem obrigar as faculdades e universidades particulares a reduzirem o preço das mensalidades no ano que vem, diz reportagem do jornal Valor Econômico. Na opinião do presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp), Hermes Ferreira Figueiredo, o maior desafio agora é reduzir custos e manter a qualidade do ensino.

Suspender os planos de expansão e a criação de cursos estão entre as medidas em estudo pelas instituições de ensino superior. Ele cita ainda que um aumento no desemprego afetará diretamente as faculdades, já que nas salas de aula estão trabalhadores que estudam e não estudantes que trabalham. De acordo com a reportagem de Rafael Sigollo, a média de evasão no ensino superior privado este em torno dos 60%, sem as turbulências na economia. “Mesmo quem não precisa pagar mensalidade tem de arcar com materiais de estudo, transporte, alimentação entre outras despesas”, disse o presidente do sindicato patronal.

Figueiredo defende novas maneiras de financiar o ensino superior e dá como exemplo o socorro que o governo deu aos setores automobilístico, varejo e construção civil. “Em todos esses casos, o suporte do governo foi fundamental. Por que não vemos esse mesmo empenho em relação ao ensino superior?”, disse.

O jornal destaca que neste cenário, os cursos tecnológicos, que duram em média dois anos, a metade do tempo de uma graduação normal, podem sair ganhando. O presidente do sindicato elogia estes cursos, mas alerta que o aluno não deve encarar cursos de curta duração como substitutos ao bacharelado. “A graduação dá estrutura e base para que o indivíduo se desenvolva e tenha um leque de atuação maior no mercado”, disse.

A reportagem destaca ainda que as mudanças no mundo dos negócios estão tornando os cursos mais multidisciplinares. Eles agora prepararam os alunos para saber lidar com pessoas, trabalhar em equipe e se relacionar em um ambiente corporativo. “No Brasil, infelizmente, ainda temos a mentalidade de formar empregados. Nos Estados Unidos, as faculdades formam empreendedores”, afirmou Figueiredo.

Apesar do momento difícil, o presidente do Semesp acredita que ainda há espaço o crescimento das instituições educacionais particulares. “Hoje 85% da população é urbana e precisa de qualificação para viver e atuar nas atividades econômicas da cidade. O setor público não tem estrutura para dar conta disso”.

Ele sugere ainda que os alunos com maior poder aquisitivo paguem pelo ensino público. “Os alunos de universidades públicas que tem uma situação financeira boa deveriam pagar pelo ensino. Isso aliviaria um pouco o sistema e permitiria a criação de uma espécie de ajuda de custo aos universitários menos favorecidos, que tem potencial, foram aprovados, e deixam a faculdade por não conseguirem bancar as despesas do curso”, disse

Ele reconhece que a proliferação das faculdades particulares nem sempre é acompanhada de qualidade, mas argumenta: “Vamos continuar, sim, abrindo escolas. Todas as que forem possíveis. Apesar de alguns tropeços, estamos no caminho certo e o tempo vai provar isso. É melhor para a sociedade uma escola razoável do que uma boate de excelente nível”.

Leia íntegra da matéria do Valor Econômico

полигон ооомихаил безлепкин сотрудникстили интерьера