by

Educação Superior tem 5,6 milhões de vagas ociosas; maioria da rede privada

O ensino superior brasileiro está com 5,6 milhões de vagas ociosas, a grande maioria na rede privada, revela o censo da Educação Superior divulgado pelo Inep nesta quinta-feira, dia 6. O número se refere às novas vagas e vagas remanescentes oferecidas nas redes pública e privada.

Em 2015, foram oferecidas mais de 8,5 milhões de vagas em cursos de graduação, sendo 72% vagas novas e 27,7%, vagas remanescentes. Das 6.142.149 novas vagas, 42,1% foram preenchidas, enquanto apenas 13,5% das 2.362.789 vagas remanescentes foram ocupadas no mesmo período, relata a Agência Brasil.

Na rede federal, que teve maior índice de ocupação – mais de 90% das novas vagas e 27,4% das remanescentes – sobraram 116.692 vagas.

O maior índice de vagas não preenchidas está no ensino privado. Das novas vagas, 37,8% foram preenchidas e 12,8 das remanescentes, o que totaliza 5.377.580 vagas não preenchidas.

Educação Superior no PNE

Por lei, pelo Plano Nacional de Educação (PNE) o país terá que elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida, ou seja, da população de 18 a 24 anos, para 33%. Deve assegurar a qualidade da oferta e expansão e ter pelo menos 40% das novas matrículas no segmento público. Até 2014, a taxa bruta era 34,2% e a líquida, 17,7%.

Segundo o Inep, o número de matrículas no Ensino Superior já supera 8 milhões, ou seja, está se equiparando ao Ensino Médio.

Pela primeira vez foram calculados indicadores de acompanhamento de fluxo de estudantes que permitem observar a trajetória deles dentro de cada curso desde seu ingresso em 2010.

Veja a apresentação

As Notas Estatísticas

As planilhas com o resumo de resultados