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Educação terá canal digital aberto em 2010

Ele será dividido em quatro canais: TV Escola 1 (para a população), TV Escola 2 (para a formação de professores), um canal universitário e outro que será ocupado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia ou pelo Ministério da Cultura
Os brasileiros terão à disposição, em 2010, um canal de televisão aberto e digital com conteúdo exclusivo de educação. O anúncio foi feito pelo Ministério da Educação na terça-feira, durante o II Fórum Nacional de TVs Públicas, em Brasília, informam os sites Tele Síntese e Tela Viva.

O secretário de Ensino a Distância do Ministério da Educação, Carlos Eduardo Bielschowsky, informou que o canal terá a chamada multiprogramação, com a divisão da banda de 6 MHz em quatro canais distintos: TV Escola 1 (voltado para a população), TV Escola 2 (para a formação de professores), um canal com a programação universitária e outro que será ocupado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia ou pelo Ministério da Cultura.

A repórter Miriam Aquino, da Tela Síntese, escreve que o secretário estimou o custo da TV em R$ 32 milhões por ano, com recursos do orçamento do MEC. A Empresa Brasil de Comunicação, através de uma parceira público-privada, será a responsável pela distribuição dos conteúdos.

Resistência

Já a migração dos atuais canais universitários para o novo canal enfrenta resistência da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), relata a repórter Mariana Mazza. O presidente da entidade, Cláudio Magalhães, lançou uma campanha para solicitar da União um canal digital específico para as universitárias, com a multiprogramação. “Não vi ninguém aqui contra o canal de 6 MHz para as universitárias. A gente tem uma grande preocupação de que isso não fique só na filosofia e que existam ações concretas da União”, afirmou.

Já o site oficial do fórum diz que Magalhães ressaltou que a decisão será política. “A inclusão das emissoras públicas na TV digital é uma questão política. Não é um problema de falta de espaço. Se, no cabo, as emissoras universitárias estão em igualdade com as demais emissoras comerciais, porque regredir no modelo digital?”, afirmou. De acordo com manifesto distribuído durante o evento para justificar ter um canal específico, a ABTU informa que as afiliadas “produzem mais de 240 horas/semana de programação inédita”.

O secretário de Educação à Distância do MEC disse que a intenção do MEC é trabalhar com as TVs universitárias em um “modelo de gestão de governança”. De acordo com a repórter do Tela Viva, Bielschowsky foi diplomático sobre o pedido de uma canal exclusivo para as universidades. “Não estou assinando nada neste momento, mas estamos querendo há tempos a ABTU para esta troca de idéias”, afirmou.как ВКонтакте читать чужие сообщениятелевизоры mysteryno deposit casino free bonus