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Empresários e MEC discutem parcerias e investimentos em educação

Ministro da Educação se reúne com 128 empresários que investem em educação para planejar uma estratégia de ação conjunta

O ministro da Educação, Fernando Haddad, e a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, se reuniram no último dia 27 de junho, em São Paulo, com 128 empresários que investem em educação para planejar uma estratégia de ação conjunta em prol da educação pública. Segundo o ministro, “há um montante considerável” de recursos privados direcionados a projetos educacionais. “O alinhamento destes (recursos) com os programas governamentais levará a um maior impacto das ações e menor sobreposição de iniciativas”, afirmou ele, segundo matéria publicada no site do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife), organizador do encontro.

Haddad afirmou que o Brasil possui 1240 municípios com resultados muito ruins no Ideb, o índice criado para medir a qualidade da educação. “Por que a iniciativa privada não atua nessas cidades, na busca por uma melhor qualidade?”, cobrou. A secretária de Educação Básica defendeu a criação de tecnologias educacionais que contribuam para melhorar a qualidade da educação básica. “A escola é analógica em uma era de revolução digital”, disse.

Os participantes se reuniram em grupos para pensar como o chamado investidor social privado pode planejar parcerias com o MEC em projetos como acesso à educação, alfabetização, aprendizagem, gestão e financiamento, entre outros. Segundo a reportagem de Rodrigo Zavala, os temas mais discutidos foram a capacidade de comunicação, novas tecnologias, fortalecer a gestão escolar, identificar e multiplicar as boas práticas e valorizar o docente.

A valorização e a qualificação do professor também foram apontadas como questões centrais para melhorar a qualidade da educação pública. “Ninguém vai querer trabalhar como professor lá na frente, se a profissão não é valorizada”, disse Tatiana Motta, do Instituto Votorantim.

Negócios e show-room

A matéria da Gife informa ainda que o setor privado pode ajudar na gestão escolar ao apoiar profissionais das empresas dentro das escolas e na realização de cursos de formação. “Deve ser criado um padrão de qualidade de serviço de educação, tal como cursos específicos de gestão para o corpo docente. Como se a escola fosse um negócio mesmo”, disse o diretor executivo do Instituto Camargo Corrêa, Francisco Azevedo.

A diretora executiva do Instituto Ayrton Senna, Margareth Goldenberg, defendeu o investimento da iniciativa privada para tentar ajudar os municípios com piores notas no Ideb. Segundo ela, este trabalho poderia ser feito por cinco empresas. “Poderiam adotar esses municípios e criar uma espécie de show-room de boas práticas”, disse.

O economista Ricardo Paes de Barros, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), apresentou um trabalho sobre o investimento privado na educação e disse que as empresas precisam investir mais. “O Estado arca com toda a responsabilidade do serviço em todos os níveis de educação pública. Países que passaram a cobrar por esses serviços, como o Chile, conseguiram chegar a patamares muito superiores de educação até mesmo da população mais pobre”, argumentou.

O resultado do encontro, que teve o apoio do MEC, da Gerdau e do movimento Todos Pela Educação, será publicado no segundo semestre.

Leia a íntegra da matéria do Gife

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