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Enem substituirá Prova Brasil no cálculo do Ideb

MEC destaca que os resultados do Enem mostram evolução no ensino médio, ao contrário do demonstrado pelo Ideb. Grupo de trabalho estudará a reforma no currículo

O Ministério da Educação informou nesta terça-feira, dia 21, que vai substituir a Prova Brasil pelo Enem no cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no ensino médio.

O MEC fez o comunicado após uma reunião com secretários estaduais de educação, quando também foi decidido que um grupo de trabalho irá estudar a reforma no currículo do ensino médio.

O portal G1 destaca que a decisão de mudar o Ideb acontece uma semana depois de o resultado da avaliação revelar estagnação do aprendizado dos alunos de ensino médio em 2011 na comparação com 2009.

O ministro Aloizio Mercadante acredita que a Prova Brasil não avalia o conhecimento no ensino médio porque os dados são “por amostragem”. “Só 70 mil alunos fizeram a Prova Brasil em 2011, portanto é uma abordagem muito pequena. Não devemos mascarar, mas acho cedo tirar informações conclusivas em torno de uma prova tão pequena. O Enem é quase censitário, é o Enem que tem que avaliar”, afirmou ao portal de notícias das organizações Globo.

No ensino médio, a Prova Brasil avalia apenas língua portuguesa e matemática. Já o Enem mede todas as disciplinas. O ministro destacou que os resultados do Enem nos últimos três anos mostram evolução no ensino médio das escolas públicas, ao contrário do demonstrado pelo Ideb. “Quando olhamos a média de desempenho dos estudantes do Enem, o que aparece? Houve melhora em matemática e, sobretudo, em português. O que a Prova Brasil não capta, o Enem capta. A Prova Brasil o aluno faz como um texto. Já o Enem o estudante faz como uma prova decisiva, dá o melhor de si”, disse, ao lembrar que a nota vale para o ingresso nas universidades federais.

O MEC informou que a média dos estudantes na prova de matemática do Enem passou de 477,1 em 2009 para 492,9 em 2011. Em português, a média cresceu de 477,9 em 2009 para 503,7 em 2011.

Currículo

O grupo de trabalho criado para reformar o currículo do ensino médio deve apresentar uma proposta até outubro. “Faremos um redesenho curricular. Há uma grande convergência entre secretários de educação de que isso é necessário. Esse redesenho vai ter que dialogar com as áreas de concentração do Enem, que são matemática, língua portuguesa e redação, ciências da natureza e ciências humanas. Vamos estimular maior integração em cada uma dessas áreas”, afirmou o ministro ao G1.

Uma das ideias é ampliar o ensino médio em tempo integral. “Várias redes já estão em processo acelerado de implantação de escola em tempo integra,” afirmou Mercadante.

A reforma também deverá conter aulas profissionalizantes no currículo. “Há também uma sugestão de algumas redes de trabalharmos a pré-profissionalização e empregabilidade no ensino médio. Alguns alunos vão em direção do ensino profissionalizante ou direto para o mercado de trabalho”, disse o ministro.

Outro objetivo é estimular a dedicação exclusiva dos professores. “Hoje o professor trabalha em várias escolas, tem cerca de 800 alunos. Então, não tem mais aquela dedicação individualizada. Temos que recuperar essa maior presença dos professores, maior convivência com as turmas”, disse ao G1.

O secretário de Educação de Santa Catarina, Eduardo Deschamps, disse ao portal do jornal O Estado de S. Paulo que o grupo irá se concentrar no ensino integral, na reformulação do currículo e do ensino médio noturno. “O consenso foi para que possamos evoluir no sentido de um ensino médio de tempo integral”, afirmou.

De acordo com o secretário de Educação de Pernambuco, Anderson Gomes, as mudanças nas disciplinas do ensino médio ainda não foram decididas. “A adaptação da grade curricular não significa redução de horas-aula, é adaptar o currículo à realidade do aluno do século 21”, disse ele ao portal do Estadão.

Na opinião do secretário de Educação de Goiás, Thiago Peixoto, a diminuição do número de disciplinas do ensino médio “não é uma mudança simples”. “Ela envolve professores contratados para disciplinas que podem ser reduzidas, qualificação de docentes e demandaria uma ampla discussão no Conselho Nacional de Educação. Não é algo que você consiga fazer rápido”, disse.

O grupo de trabalho será formado por secretários de educação, representantes da Academia Brasileira de Ciências e da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), entre outros.

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