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Ensino híbrido: espaços de conhecimento se ampliam

 

 

Jordana Thadei é professora do curso de Letras no Instituto Singularidades. Segundo ela, a conotação de ensino híbrido vem se ampliando gradativamente e engloba a mistura, por exemplo, em que diferentes espaços escolares e extra escolares – a cidade ,o bairro, a rua – são ressignificados como espaços de aprendizagem.

“Híbrido pode ter a conotação, também, de híbrido de sujeitos, com seus tempos e ritmos particulares de aprender e com seus modos específicos de demonstrar aprendizados”, diz ela.

O professor de Química do Colégio Objetivo, Téo Sidarta de Augustinis, entende isso. Nesse tempo de implementação das atividades, percebeu que diversificar formas de apresentar o conteúdo também é uma via de dar oportunidades para que os diferentes perfis da classe possam se expressar. “É uma maneira de conseguir uma evolução parecida de um grupo heterogêneo. O que não participa nas aulas convencionais consegue interagir em aulas mais dinâmicas. Quando eles trabalham em grupo, o que sabe mais consegue puxar aquele que tem mais dificuldade. Às vezes, um aluno genial vai mal na prova porque é desestimulante para ele, mas nos desafios ele consegue se sobressair”, exemplifica.

Segundo Augustinis, além de trabalhar os conteúdos específicos de cada disciplina, levar métodos como es separa as salas de aula também prepara os estudantes para novas exigências do mercado de trabalho, como as habilidades socioemocionais. A mudança, diz ele, não é fácil, mas os resultados têm valido a pena.

“Alguns dos importantes impactos do ensino híbrido,juntamente com outras metodologias ativas de ensino, são a valorização das habilidades e necessidades individuais e de um acompanhamento mais de perto pelo professor daqueles que necessitam”, avalia Jordana.

Ela afirma que ainda são pontuais as experiências deste tipo de ensino. Porém, a prática tem sido crescente. “Mas se consideramos também as metodologias ativas que se associam ao ensino híbrido ou tomam emprestadas algumas de suas premissas, o panorama pode ser um pouco mais otimista, pois práticas como a Pedagogia de Projetos figuram no cenário educacional já há algum tempo, ainda que em diferentes concepções de projeto”.

Mudanças efetivas, no entanto, podem ser mais rápidas a partir do momento em que professores e estudantes em formação vivenciarem práticas na faculdade, para que compreendam seus impactos e possam utilizá-los, “pois o professor aprende aquilo que o ensinamos, mas compreende muito melhor aquilo que vivencia e experimenta”, complementa Jordana.