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Ensino integral cai no fundamental e cresce no médio, mostra Censo

O percentual de matrículas em tempo integral em escolas públicas caiu no ensino fundamental e subiu no ensino médio, informa o Censo Escolar de 2018, divulgado nesta quinta-feira, dia 31, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O percentual de matrículas em tempo integral passou de 16,3% no ensino fundamental, em 2017, para 10,9% em 2018. Esse número foi de 19,4% em 2015. Nas escolas privadas, as matrículas tiveram um leve aumento, passando de 2,1% para 2,2% de 2017 para 2018.

No ensino médio, a situação foi oposta. O percentual de matrículas em tempo integral passou de 8,4% em 2017 para 10,3% em 2018, nas escolas públicas. Nas privadas, passou de 3,9% para 4% no mesmo período.

No ensino fundamental, o programa federal Mais Educação oferece recursos financeiros para que as escolas implementem as atividades. Em 2017, foi reformulado e renomeado para Novo Mais Educação. As ações passaram a priorizar escolas em situação de vulnerabilidade, informa a Agência Brasil..

No ensino médio, o tempo integral ganhou destaque com o novo ensino médio, aprovado em lei em 2017. O Ministério da Educação auxilia os estados por meio do Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral.

Ampliar a educação em tempo integral nas escolas é também uma das metas do Plano Nacional de Educação, lei que estabelece parâmetros para melhorar a qualidade da educação brasileira. Uma das metas do PNE é oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica até 2024.

Menos estudantes

No ano de 2018, foram registradas 48,5 milhões de matrículas nas 181,9 mil escolas de educação básica brasileiras. O número total apresenta uma redução em relação aos 48,6 milhões de estudantes registrados em 2017.

A maior parte dos estudantes está na rede pública, cerca de 39,5 milhões, 81,44% do total. Estão também majoritariamente na área urbana (88,7%).

Apesar da redução do número geral de alunos, segundo o Censo, a quantidade de matrículas na educação infantil cresceu cerca de 2,8% em relação a 2017, atingindo 8,7 milhões em 2018. Esse crescimento foi decorrente principalmente do aumento das matrículas em creches (5,3%).

O número de matrículas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) diminuiu 1,5% no último ano, chegando a 3,5 milhões em 2018. Já o número total de matrículas da educação profissional aumentou 3,9% em relação ao ano de 2017, chegando a 1,9 milhão de estudantes.

Por Mariana Tokarnia, da Agência Brasil

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