O governo federal anunciou, por Medida Provisória, uma grande reestruturação do Ensino Médio,em cerimônia lotada em Brasília, nesta quarta-feira, dia 22 de setembro
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Ensino médio é dividido em dois; ensino integral será incentivado

Temer promete não reduzir o orçamento da educação

Temer promete não reduzir o orçamento da educação

O governo federal anunciou, por Medida Provisória, uma grande reestruturação do Ensino Médio,em cerimônia lotada em Brasília, nesta quarta-feira, dia 22 de setembro. O presidente Michel Temer prometeu que “não haverá redução das verbas para educação” e informou que a reforma terá um investimento de R$ 1,5 bilhão ao longo de dois anos.

Leia a Medida Provisória com as mudanças no Ensino Médio

Entre as principais mudanças estão a divisão do Ensino Médio em duas partes: metade da carga horária de conteúdo obrigatório, definido pela Base Nacional Comum Curricular – ainda em discussão – e o restante do tempo deve ser flexibilizado a partir dos interesses do aluno e das especificidades de cada rede de ensino no Brasil, informa a Agência Brasil.

Os alunos poderão escolher seguir algumas trajetórias: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e ensino técnico e profissionalizante. O ensino de artes, educação física, filosofia e sociologia não será mais obrigatório; já o inglês será obrigatório nos três anos desta etapa.

Ensino integral

O governo também anunciou plano de ampliar a educação integral a partir de 2017.

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), até 2024, 50% dos matriculados cumprem jornada escolar em tempo integral de, no mínimo, sete horas por dia, somando 4,2 mil horas em todo o ensino médio.

De acordo com o ministro da Educação, Mendonça Filho, a pasta investirá R$ 1,5 bilhão para ofertar o ensino integral a 500 mil jovens até 2018. O tempo integral passará a ser fomentado a partir do ano que vem. “O tempo integral retira os jovens da vulnerabilidade nas grandes e médias cidades do Brasil e garante uma educação de qualidade”, disse.

A reforma do ensino médio passou a ser priorizada pelo governo após o Brasil não ter conseguido, por quatro anos consecutivos, cumprir as metas estabelecidas. De acordo com dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino no país, o ensino médio é o que está em pior situação quando comparado às séries iniciais e finais da educação fundamental: a meta do ano era de 4,3, mas o índice ficou em 3,7.

Atualmente, o ensino médio tem 8 milhões de alunos, número que inclui estudantes das escolas publica e privada. Segundo o Ministério da Educação, enquanto a taxa de abandono do ensino fundamental foi de 1,9%, a do médio chegou a 6,8%. Já a reprovação do fundamental é de 8,2%, frente a 11,5% do médio.

Medida Provisória

A edição de medida provisória foi criticada por grupos e entidades ligadas à educação, que defendem uma maior discussão das mudanças.

No discurso, Mendonça Filho rebateu as críticas: “Quando se fala em educação, muitas ou algumas vozes se levantam para dizer: ‘que pressa é essa?’. Pressa de termos crianças e jovens relegados à educação pública de baixa qualidade, comprometendo seus futuros e suas vidas. Não podemos ser passivos e tolerantes diante de um quadro como esse”.

Veja um resumo das mudanças

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