O presidente do CNE, Eduardo Deschamps, a secretária do MEC Maria Helena e o ministro Mendonça
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Ensino Médio terá quatro áreas do conhecimento e cinco itinerários formativos

A Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio (BNCC), entregue pelo Ministério da Educação ao Conselho Nacional de Educação (CNE), nesta terça-feira, dia 03 de abril, é dividida em quatro áreas do conhecimento (linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas) e cinco itinerários formativos (linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e sociais aplicadas e formação técnica e profissional). A Base amplia de quatro para cinco horas diárias o ensino médio.

Apenas as disciplinas de língua portuguesa e matemática são componentes curriculares, ou seja, disciplinas obrigatórias para os três anos do ensino médio. A BNCC terá 1,8 mil horas-aula e as 1,2 mil horas restantes devem ser dedicadas aos itinerários formativos, que serão desenvolvidos pelos estados e pelas escolas. O MEC promete para os próximos meses um guia sobres os itinerários.

O documento completo já está disponível aqui. 

O Conselho Nacional de Educação deve analisar e aprovar a BNCC antes de o documento começar a valer. O CNE irá fazer uma consulta pública em plataforma digital e audiências para colher sugestões antes de submeter o texto à avaliação dos conselheiros.

O conselheiro do CNE Cesar Callegari, presidente da comissão que vai analisar a BNCC, criticou o documento. “O MEC confirma uma proposta reducionista dos direitos de aprendizagem dos jovens brasileiros. As escolas tendem a fazer o que couber, o que puderem em 1,8 mil horas, não o que é necessário. Então, o nosso papel aqui será fazer muito debate, inclusive ouvindo os jovens para que possamos ampliar a visão dos direitos de aprendizagem, que é o âmago da BNCC”, disse à Agência Brasil.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o CNE deve mudar os itinerários formativos. “Não há proposta de base para os itinerários. Isso é um erro. Será uma parte do currículo que não se levará a sério. É preciso corrigir isso via CNE, ouvindo secretários, professores, especialistas e estudantes”, disse Callegari ao jornal.

Enem

Os reflexos da nova base curricular para o ensino médio só devem chegar ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2020, pois a estrutura da prova só pode ser alterada depois da homologação do documento.

A expectativa do MEC é que a Base seja homologada ainda este ano.

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