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Ensino superior privado tem 85% dos professores sem doutorado

Nas instituições públicas, este percentual é de 50%, noticia o jornal O Estado de S. Paulo

O número de professores com doutorado nas instituições de ensino superior privado do Brasil é de apenas 15%, contra 50% das instituições públicas. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, entre 2001 a 2010, o número de doutores no ensino particular aumentou apenas 3,3 pontos porcentuais, enquanto nas públicas a alta chegou a 14 pontos percentuais.

Os dados fazem parte do relatório do Censo da Educação Superior de 2010, consolidado em agosto deste ano pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação. Para o Inep, o número de docentes de doutorado nas particulares é “bastante reduzido”.

O secretário de Educação Superior do MEC, Amaro Lins, disse ao repórter Davi Lira que as instituições privadas “são maioria e têm consciência do seu papel e precisam criar mecanismos internos para incentivar uma maior titulação dos professores”. Segundo ele, o Brasil formou 40 mil mestres e 12 mil doutores em 2011, mas é preciso “formar mais pesquisadores e distribuí-los pelo País”. O MEC informa que São Paulo formou quase 5 mil dos 12 mil doutores em 2011 e os Estados do Norte formaram apenas 214.

O consultor educacional da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Celso Frauches, afirmou que a maioria das unidades particulares é formada por centros universitários ou faculdades, não tem o título de universidade e portanto não são obrigadas a ter professores com titulação. “Essas instituições não são destino do professor-doutor”, afirmou. Segundo o jornal a Abmes representa 400 instituições.

O representante do MEC disse que a pós-graduação também é importante para as faculdades. “Obrigatório ou não, é sempre bom um professor titulado. A formação de pós-graduação é importante também nas faculdades”, afirmou.

Para o professor da Faculdade de Educação da USP Ocimar Alavarse, o professor com doutorado teria uma preparação mais sólida. “O título de doutor não significa um título de nobreza, significa que alguém passou pelo menos sete anos com o pesquisador”, disse ao jornal.

O presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino de São Paulo (Semesp), José Roberto Covac, cobrou do MEC mais vagas e bolsas de estudo nos programas de pós-graduação. Segundo ele, a contratação de professores com titulação e regime de dedicação exclusiva teria um impacto “evidente” na folha de pagamento. “O que pode gerar um risco de eventual elitização do ensino”, justifica.

O Estado de S. Paulo também ouviu uma representante do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) em São Paulo. Segundo Ana Maria Ramos, (o jornal não especifica o cargo dela), as instituições privadas deveriam oferecer plano de carreira para os professores.

O analista da consultoria Hoper, Alexandre Nonato, disse que não há doutores em número suficiente para atender à demanda das instituições particulares. “O MEC precisa encontrar uma solução para ajudar as privadas”, defendeu.

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