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Entidades científicas fazem 10 propostas para o futuro ministro da Ciência e Tecnologia

Academia Brasileira de Ciências e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência pedem investimento menor do que o prometido pela presidente eleita Dilma Roussef
Aumentar o investimento em pesquisa e desenvolvimento para 1,53% do PIB até 2014, priorizar a produção científica em áreas mais estratégias e carentes, estimular o ensino de ciências e aumentar a intercâmbio internacional estão entre as 10 propostas da comunidade científica para o futuro governo de Dilma Roussef.

Intitulado Avanço Acelerado da Ciência Brasileira, o documento da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) foi encaminhado na última semana ao próximo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

Na questão do investimento, as duas entidades reivindicam um crescimento de 10% ao ano, atingindo 1,53% do PIB ao final de 2014, pressupondo um crescimento da economia de 4,5%. Elas fazem uma observação de que a presidente eleita propôs um investimento até maior, de 1,8% do PIB ao final de 2014.

Para as duas organizações, houve um “notável avanço da ciência brasileira nos últimos anos” e para manter o atual ritmo será necessário acelerar “vigorosamente, em qualidade e quantidade, a produção científica e a formação de pesquisadores, estabelecendo prioridade para as áreas mais estratégicas e ou carentes no país”.

O texto fala ainda em “elevar substancialmente os investimentos em infra-estrutura”, estimular talentos através das “olimpíadas científicas e ensino de ciência, com a correspondente capacitação de professores”.

A ABC e SBPC também cobra um aumento da cooperação internacional, como “uma forte presença” da ciência brasileira nas principais instituições e organismos internacionais.

O documento solicita ainda que o governo lance um programa de para trazer do exterior jovens talentos e manter os atuais no Brasil. Também fala em promover pesquisa e desenvolvimento na indústria instalada e estimular o empresariado brasileiro a investir no setor.

O último ponto do texto pede que o futuro governo promova apoio à pesquisa com duração de até 5 anos para projetos de natureza mais ousadas, com avaliações criteriosas, inclusive de caráter internacional.