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Escola dá apoio às empresas que atendem a Lei de Cotas

No ano de 1991, o então Presidente da República, Fernando Collor de Melo, assinou e promulgou a Lei 8.213/91, a chamada Lei de Cotas, proporcionando uma mudança drástica na vida de milhares de pessoas com dificuldades pelo país todo, possibilitando seu ingresso no mercado de trabalho. Empresas, a partir de 100 funcionários, devem destinar uma porcentagem das contratações para pessoas especiais.
Depois de anos de amadurecimento e trabalho com alunos de inclusão e tendo como foco a formação para a vida, a Escola Novo Ângulo Novo Esquema – NANE – na zona sul de São Paulo,  desenvolveu um projeto que, pela lei de cotas, insere o aluno no mercado de trabalho, prepara-o para o desenvolvimento da função a ser exercida na empresa parceira, prepara a empresa para receber o novo funcionário e mantém apoio ao jovem até a sua perfeita integração no mundo corporativo.
“Percebia que alguns alunos, ao saírem da escola, tinham dificuldade para se colocar no mercado de trabalho”, conta Suely Palmieri Robusti, psicóloga e diretora da escola. Segundo ela, o primeiro passo do projeto, é desenvolver junto aos alunos uma orientação vocacional.
“Eles têm de fazer uma reflexão sobre o mundo do trabalho, com a dimensão da realidade. Eles precisam ter a segurança sobre seus potenciais. Ao mesmo tempo em que parece frustrante, torna-se libertador, porque o jovem se sente mais apto a desempenhar sua função no trabalho”, diz Suely.
O segundo momento corresponde ao desenvolvimento do emprego. A partir do contato feito com empresas parceiras, com o apoio da escola, o jovem realiza uma série de visitas para possibilitar uma escolha mais acertada. Eles observam o local de trabalho, verificam quais suas possibilidades e qual o ramo de atuação da empresa.
Outro aspecto fundamental é a sensibilização da equipe de funcionários que irá receber o candidato. “Antes de o jovem entrar na empresa já existe certamente um acordo entre nós. Não adianta apenas a necessidade de cumprir a lei de cotas. Se pudermos realizar a parceria de acordo com nossa proposta, sem problemas. Assim, a receptividade é bem maior”, destaca a diretora. Segundo ela, a escola também é parceira de empresas que não são obrigadas a atender a lei de cotas, mas que acreditam que um olhar mais atento a um funcionário, humaniza o ambiente e provoca uma movimentação saudável.
Depois de inserido no mercado de trabalho, o jovem conta com visitas sistemáticas da equipe do Pro Emprego ao local de trabalho. “É um suporte para a empresa e abre espaço para possíveis questões e desconhecimento dos funcionários a lidar com a inclusão”, afirma a Dra. Suely.
A Nane oferece também o que chama de grupo operativo, em que o jovem, já empregado, pode trocar experiências com seus colegas que também estão passando pela mesma experiência de vida. Refletem sobre o  dia a dia em encontros que ocorrem semanalmente nas dependências da escola. As famílias, bem como os profissionais multidisciplinares que atendem ao jovem também participam de reuniões na escola, fechando a rede de apoio.








Cecília Galvão/Diretora e Jornalista
+ 11 3722.1164/ 3722.3624/97654.2027
Skype: cecilia.galvao10
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