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Escola ensina inglês, esportes e música para crianças e jovens de comunidade carente

Um dos requisitos básicos para melhorar a educação brasileira nos dias de hoje é envolver a escola, alunos, pais e a comunidade em projetos pedagógicos e atividades esportivas e culturais. Se esta interação for voluntária, melhor. E se esta parceria recusar o assistencialismo e trabalhar o aprendizado e conceitos de cidadania, melhor ainda.

Assim é o Caminhando para o Futuro, projeto do voluntariado do Colégio Pentágono, unidade Morumbi, em São Paulo, que está completando 10 anos e ampliando as suas ações. Todos os sábados, mais de 30 alunos da escola, com a ajuda de quatro coordenadores-pais, ensinam 180 crianças e jovens do Jardim Rebouças e da favela Morro da Lua, próximos da escola, no aprendizado de inglês, matemática, informática, ginástica olímpica, futebol, capoeira, e música, canto e dança. A única condição para eles participarem do projeto é estarem matriculados na escola. O Pentágono oferece toda a infra-estrutura.

Batuque

Até 2007, o Caminhando para o Futuro atendia apenas crianças de 7 a 12 anos. Como a escola notou que muitos queriam continuar, o Pentágono introduziu uma nova atividade para maiores de 13 anos, que ampliou bastante o número de participantes: seguindo os passos do grupo baiano Timbalada e do projeto paulistano Meninos do Morumbi, nasceu o Batucando para o Futuro. Sob o comando do músico e pai da escola Roberto Sileci, todos aprendem música, percussão, dança e canto.

O projeto deu tão certo que o grupo hoje faz apresentações em outras escolas e também nas outras unidades do Pentágono. “A molecada ficou toda empolgada com os ensaios, as apresentações e os aplausos. Criamos um ambiente muito legal”, conta Roberto.

O Caminhando para o Futuro é dividido em faixa etária. Os mais novos, de 7 a 9 anos, recebem aulas de coral, ginástica olímpica, futebol e capoeira. Já entre 10 e 12 eles estudam inglês, matemática, informática e continuam com os esportes. A partir dos 13 anos, entra o Batucando o Futuro. Do Pentágono, participam alunos da 7ª série até o segundo ano do ensino médio. São os próprios alunos do Pentágono que ensinam as crianças e os jovens.

Vínculos e futuro

Cláudia Marzola, também coordenadora-mãe do projeto, enfatiza a afinidade entre os alunos da escola e os jovens das comunidades e a percepção de que o dinheiro não é o mais importante. “Há uma troca muito grande, muita afinidade. Todos criam um vínculo muito forte e percebem que o dinheiro não é o mais importante”, afirma. Hoje, por exemplo, alguns garotos jogam no time de futebol do Pentágono e muitos ex-alunos procuram a escola para participar dos projetos do voluntariado.

Todos alunos do Pentágono recebem um certificado do trabalho voluntário. Claudia ressalta que o certificado pode ser um diferencial na hora de procurar um emprego. “Em um processo de seleção de uma empresa, com candidatos de requisitos iguais, ganha a vaga quem já trabalhou como voluntário. Isso faz a diferença. Quem participa como voluntário convive com as dificuldades e os dois lados aprendem. Nossos alunos mudaram a postura na vida”, diz ela.

Claudia enfatiza que o trabalho do Pentágono é contra o assistencialismo. “O assistencialista é muito fácil. Fazer uma campanha e arrecadar um quilo de comida é fácil. O difícil e criar oportunidades. Nós damos uma chance de todos se descobrirem. E o mais importante: ter um futuro”.wobsалександр лобановский фотомультики про монстер хай

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