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A escola que forma cineastas mirins

O cinema como parceiro da educação vem ganhando força nos últimos anos. Enquanto os ministérios da Educação e da Cultura investem em parcerias com os cineclubes para garantir o acesso da rede pública às grandes obras cinematográficas, escolas privadas trabalham com a linguagem incorporada ao currículo. O cinema, na Escola Carlitos – zona oeste da capital – é uma disciplina curricular que permeia todas as áreas do conhecimento acadêmico e contribui com a formação dos alunos da educação infantil ao 9º ano.

A implantação da disciplina, no início de 2010, contou com assessoria do francês Alain Rivals, membro da Comissão Nacional Escola e Cinema do Ministério da Cultura na França. Alunos da educação infantil ao 9º ano assistem durante o ano filmes criteriosamente selecionados. Para cada filme que assistem, os alunos recebem um cartão explicativo, contendo todas as informações necessárias sobre o título para realização dos trabalhos que terão que desenvolver nas diversas áreas do conhecimento.

Entrevistas, produção de textos, reflexões sobre a história, sobre as técnicas utilizadas são apenas alguns dos exercícios propostos aos jovens estudantes. Na disciplina de Artes, trabalha-se a linguagem cinematográfica propriamente dita: planos, montagem, fotografia, trilha sonora e etc.

Mas para encarar o desafio de trabalhar tão profundamente o cinema, a Carlitos investiu forte na formação de seu corpo docente. Os professores, além da formação que recebem do cineasta francês Alain Rivals, dispõem continuamente do suporte de cineastas e estudiosos de cinema para discutir cinematografia e a pedagogia da sétima arte.

Este ano, a Carlitos contratou a assessoria de francês Laurent Cardon – da Citron Vache – para desenvolver oficinas de cinema animado com os alunos do 8º ano e dar formação aos professores de Artes. Na próxima semana – entre os dias 26 e 30 – os alunos estarão em um set de filmagem, imersos na gravação de um curta de animação que começaram a produzir no primeiro semestre, dentro das disciplinas de Língua Portuguesa e Artes.

Para iniciar o trabalho, Cardon fez a formação dos professores de Artes, sobre as técnicas de animação. “Não estou sempre com os alunos, são os professores. Então, tive que ter alguns encontros em formas de palestras e oficinas na prática, para que pudessem se apropriar dos recursos técnicos de um filme animado”, conta.

Em visita à Cinemateca, os alunos puderam ter acesso aos arquivos, a conhecer os processos de conservação e restauração dos filmes. “E também assistiram filmes animados com técnicas possíveis de serem realizadas por eles”, diz o francês. Através do desenho na raspagem de película e o estudo de movimentos com efeito ótico e psíquico, os estudantes aprenderam a manusear o programa stopmotion, que para fazer a animação, utiliza uma sequência de imagens estáticas com leves diferenças entre si para simular o movimento. Dos exercícios feitos nas aulas, Cardon compilou algumas películas e fez um filme para os alunos observarem o resultado. http://www.youtube.com/watch?v=_mu2o_3hGvM

Durante os dias de gravação, os alunos se dividirão nas tarefas. Tem o grupo que vai cuidar da produção, do som, da gravação, da direção e edição. O roteiro, segundo Cardon, levará o tema “Uma viagem no Tempo”, com técnicas que valorizam os deslocamentos, as transformações, a aparição e desaparição.стоматология все своицена набор для укладки ламинатаfree demo lobby