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Escola usa o celular como material didático

O governo de São Paulo estuda enviar um projeto de lei para a Assembleia Legislativa liberar o uso do celular em sala de aula, informa o jornal O Estado de S. Paulo. A proposta está em estudo na Casa Civil e na Secretaria da Educação.

O uso de celular durante o horário das aulas é proibido em toda a rede estadual pela Lei 132/2007, do deputado Orlando Morando (PSDB). Alunos que forem flagrados usando o aparelho podem ter o equipamento apreendido e receber punições.

Escola Elvira Brandão

Em São Paulo, no Colégio Elvira Brandão, o uso do celular é liberado como material didático e substitui o livro. A professora de inglês da escola Regina Claudia Silva acha “fantástica” a medida. “O celular vem auxiliar o professor na sala de aula, ainda mais em inglês”, diz ela em reportagem do jornal da TV Cultura.

A aluna Isabela Ortiz diz que o celular é bom para fazer pesquisas. “As vezes a gente precisa de uma resposta que não está no livro e a gente pode pesquisar”, diz

O diretor do Colégio Elvira Brandão, Renato Júdice de Andrade, explica que a experiência começou em 2015. “Começamos no ano passado. Primeiro abrindo completamente e vimos que alguns alunos de determinadas faixas etárias não estavam preparados e ai tivermos mais calma. Este é no nosso papel de educador”, afirma Renato Júdice.  No colégio, o uso do celular em sala de aula é liberado a partir da quarta séria do ensino fundamental.

Outros Estados, como Acre, Amapá, Pernambuco, Paraná e Ceará também proíbem o celular na classe.

Pesquisa da Tic Educação 2014, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), a mais recente sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas brasileiras, mostrou que, cada vez mais, o smartphone ganha adesão no dia a dia de professores e estudantes. Entre os docentes de escolas públicas, 64% acessaram a rede pelo celular, ante apenas 6% em 2010, primeiro ano da pesquisa. Entre os alunos, 79% utilizam a internet nos telefones móveis.

Mas a internet é pouco acessada para fins pedagógicos: só 41% dos entrevistados usaram a rede na escola.

Para o especialista em mobile learning e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Marcos Alexandre de Melo Barros, o uso de celular em sala de aula deve passar por uma formação do professor voltada para o protagonismo do aluno. “É importante preparar esse professor para ver o aparelho como aliado. O aluno pode pesquisar, coletar informação específica da aula. Como hoje acabam usando o aparelho para brincadeiras, sem contexto educacional, fica mais fácil proibir”, disse a O Estado de S. Paulo

 

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