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Escolas de Professores de São Paulo pretende unir prática e teoria

“Será como uma residência médica. Não vamos separar totalmente prática e teoria, vamos equilibrá-las”, disse a diretora Vera Cabral Costa, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo

Criar um modelo que ainda não existe, com uma formação de professores que una teoria e prática. Este é o principal objetivo da Escola de Formação de Professores, criada pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e que abre as portas em agosto. “Será como uma residência médica, que é uma formação em serviço voltada para a prática. Não vamos separar totalmente prática e teoria, vamos equilibrá-las”, disse a diretora nomeada para a escola, Vera Cabral Costa, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Ela disse que a nova escola “vai centralizar toda a formação dos atuais professores da rede” e negou que o modelo seja uma interferência no trabalho docente. “Não pode existir uma formação fragmentada. Temos trabalhado com definição de currículo, avaliação e preparação de materiais. A formação inicial e contínua precisa estar alinhada com esses três eixos”, disse ela à repórter Simone Iwasso.

A professora garante que a intenção “não é obrigar todos a terem as mesmas visões, mas criar uma integração de conceitos e conteúdos, para que uma escola do interior tenha o mesmo conteúdo de uma da capital, tenha o mínimo necessário”.

Economista e ex-diretora de Políticas Sociais da Fundação do Desenvolvimento Administrativo do Estado de São Paulo (Fundap), Vera Cabral destacou ainda que a escola deve trabalhar de forma integral. “Não adianta formar apenas o professor com essa orientação e não abordar também o diretor, o supervisor, o coordenador, o dirigente regional”, afirmou.

Para ela, as universidades não estão conseguindo formar os professores para a sala de aula. Vera negou conflito de funções e prometeu trabalha em conjunto com o meio acadêmico. “O ideal é que a universidade formasse o professor pronto para atuar na rede. Isso não acontece. Por isso vamos oferecer essa formação complementar para dar condições para que ele tenha mais habilidades e ferramentas na transmissão dos conhecimentos. Mas, mesmo assim, não vejo contradição”, disse ao jornal.

A diretora da Escola de Formação de Professores destacou que os próprios professores da rede e o meio acadêmico serão responsáveis pela formação dos professores. “Haverá uma mistura entre professores da rede, que já estão trabalhando nesse caminho prático e professores acadêmicos”, informou.

A primeira meta da instituição, disse ela, será um curso de quatro meses com aqueles que passaram no concurso público. Este curso fará parte do processo de seleção para a carreira do magistério. “O candidato presta o concurso como a primeira etapa. Na segunda etapa ele faz o curso e precisa se submeter a uma avaliação para ser aprovado. Será um curso de especialização que se concentrará na prática”, disse.

Sobre as críticas de que a escola não terá como atender dez mil professores ao mesmo tempo, Vera Cabral explicou que o curso será semipresencial. “Vamos um modelo que seja interativo, não aqueles formatos estanques de educação a distância que as pessoas imaginam. Vamos mostrar ao professor que é possível transmitir o conhecimento de formas diferentes, usando outras ferramentas e tecnologia. Não apenas escrevendo na lousa e mandando o aluno copiar”, disse.

Leia a íntegra da entrevista em O Estado de S. Paulo

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090615/not_imp387334,0.php

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