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Escolas investem na aplicação do conhecimento

Não basta saber o conteúdo das disciplinas estudadas. É necessária a aplicação do conhecimento adquirido, para provocar a conexão entre as áreas e perceber que para tudo, existe uma explicação. É com esta filosofia que algumas escolas particulares da capital vêm trabalhando junto aos seus alunos durante toda a escolaridade, e intensificando no Ensino Médio.

Na Escola Suíço-Brasileira, em São Paulo, alunos do 12º ano (2º EM) realizam de hoje ao dia 15 deste mês a Semana de Economia, um verdadeiro mergulho no universo executivo. Dividem-se em grupos e cada um deles comanda uma empresa de médio porte durante esse período. Para dar conta desse desafio, os estudantes têm o auxílio do trabalho voluntário de executivos suíços e do programa WIWAG – software de simulação de negócios – desenvolvido pela Universidade de St. Gallen.

Os alunos fundam empresas, elaboram planos de negócios e estratégias, desenvolvem a comunicação visual e dividem a gestão das diversas áreas entre si: Direção Geral, Recursos Humanos, Direção Financeira, Produção e Marketing. “Os estudantes desenvolvem habilidades essenciais para o mundo empresarial atual, c como o trabalho em equipe, tomada de decisões e risco calculado”, afirma Bernhard Beutler, diretor geral da Suíço-Brasileira.

Todo o resultado desse trabalho é apresentado em Assembleia Geral, na qual os alunos expõem, em língua estrangeira, os relatórios anuais das suas empresas. Os resultados são avaliados pelos profissionais suíços. Vale dizer que o evento simula inclusive a formalidade na vestimenta, com direito a gravata e coquetel.

O projeto está em sua oitava edição e é patrocinado pela Fundação suíça Ernst-Schmidheiny, da Universidade St. Gallen. Neste ano, 40 alunos participam do projeto e os produtos a serem desenvolvidos são relógios e mochilas. A Assembleia ocorre na próxima sexta-feira, dia 15 de abril.

Em outras escolas, a estratégia pedagógica utilizada é através da elaboração de monografia. O trabalho, antes restrito apenas aos estudantes universitários, agora faz parte do planejamento pedagógico de escolas do ensino médio por possuir algumas características importantes para o “calçamento” educacional do aluno, ao prepará-lo para a vida na universidade: o estudo solitário, sobre tema relevante, durante longo tempo.

O Colégio Móbile, em São Paulo, oferece aos seus alunos do 2º ano do ensino médio a possibilidade de desenvolver projetos de iniciação científica, que são desenvolvidos nos mesmos moldes dos exigidos pelas universidades no último ano da vida acadêmica.

As produções dos estudantes permeiam várias áreas e introduz o exercício do pensamento científico formal entre alunos do Ensino Médio. “Mesmo não estando na universidade, os estudantes podem estabelecer contato direto com a atividade científica a partir de um instrumental teórico e metodológico que os torna capazes de desenvolver um trabalho estimulante e criativo”, diz Maria da Glória Andrade Martini, assessora da direção do ensino médio. Para ela, o confronto direto com os “problemas de pesquisa”, propostos pelos professores-orientadores, serve de mote para os trabalhos realizados ao longo de dois semestres. Confira alguns trabalhos acessando os links abaixo:

O genocídio do povo armênio do ponto de vista dos próprios armênios http://www.genocidioemjogo.blogspot.com/ O Nazismo e sua influência sobre a vida dos alemães http://www.nazismopelosalemaes.blogspot.com/

A influência do pintor Juan Miró no movimento surrealista http://libertacaodaconsciencia.blogspot.com/

No Colégio IL Peretz, a monografia é desenvolvida pelos alunos a partir do 6º ano do ensino fundamental e segue até o 3º ano do ensino médio, através do curso de Informática Aplicada a Projeto inserido no currículo da escola. O objetivo, segundo a coordenadora de projetos, Roxane Nascimento, é preparar os alunos para a defesa de seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).

No ensino fundamental, os alunos são divididos em grupos e desenvolvem um grande projeto durante todo o ano. No ensino médio, passam a selecionar e resumir fontes bibliográficas sobre o assunto escolhido. “Fazem entrevistas, pesquisas de campo e redigem a monografia, depois submetida a uma qualificação”, conta Roxane.

A partir dos comentários e sugestões da banca de qualificação, os alunos do 2º ano seguem aperfeiçoando seu trabalho para a defesa no mês de maio do ano seguinte, quando estarão na 3ª. Série do Ensino Médio.анализ сайта по ключевым словамимплантация зубов под ключстульчик для кормления